A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) integrou a delegação do Ministério da Saúde do Brasil na participação da Semana de Alto Nível da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU81), realizada de 22 a 29 de setembro, em Nova York. Este evento anual é considerado o principal fórum de debate e cooperação multilateral, reunindo líderes mundiais para discutir os principais desafios globais e promover ações coordenadas em prol do desenvolvimento sustentável e do bem-estar das populações.
Durante a semana, temas estratégicos para os sistemas de saúde globais estiveram em evidência, com destaque para a preparação para pandemias, o financiamento da saúde, a produção local de tecnologias e o acesso equitativo a esses recursos. Em particular, a Reunião de Alto Nível sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias, realizada em 25 de setembro, foi o centro das discussões, refletindo a crescente preocupação internacional com a capacidade de resposta global diante de futuras crises sanitárias. Além disso, o evento abordou questões relacionadas às mudanças climáticas, à transformação digital na saúde, ao combate à desinformação, à saúde da mulher e à saúde mental, evidenciando a amplitude e a complexidade dos desafios enfrentados pelos sistemas de saúde ao redor do mundo.
A delegação brasileira foi liderada pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e contou com representantes da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais, da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Ambiente. A Fiocruz foi representada por sua vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Priscila Ferraz, além das assessoras Paula Reges e Luana Bermudez. A participação da Fundação teve início com um evento paralelo dedicado ao lançamento do relatório final do Painel de Alto Nível sobre a Reforma da Arquitetura e Governança da Saúde Global (HLP-GHAG), promovido pelo projeto Accra Reset.
Este painel, ao qual a vice-presidente da Fiocruz esteve presente, reuniu líderes políticos de diferentes regiões do mundo, representantes do alto escalão das Nações Unidas, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e dirigentes de instituições globais de saúde, incluindo Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). A iniciativa do Accra Reset busca promover uma reconstrução da cooperação internacional na área de saúde, com foco na soberania, na capacidade de execução e na prosperidade compartilhada, especialmente no Sul Global.
Priscila Ferraz, que também atua como co-chair do Painel de Alto Nível, liderou as discussões relacionadas à soberania em saúde, abordando toda a cadeia de valor que envolve inovação, regulação, produção, aquisição e acesso a tecnologias em saúde. O esforço visa fortalecer a autonomia dos países na gestão de suas políticas de saúde, promovendo uma cooperação mais equitativa e eficiente em âmbito global. A participação da Fiocruz nesta agenda demonstra o papel estratégico da instituição na formulação de propostas e na promoção de agendas internacionais voltadas à resiliência dos sistemas de saúde frente a futuras pandemias.
A cobertura completa dos eventos e das discussões realizadas na AGNU81 pode ser acessada na Agência Fiocruz de Notícias, que acompanha de perto as ações e posicionamentos da Fundação no cenário internacional em saúde pública.