A assessoria de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confirmou nesta sexta-feira, 25 de outubro, que a conta oficial da entidade na plataforma X, antiga rede social Twitter, encontra-se temporariamente indisponível. Segundo informações fornecidas pela instituição, a equipe responsável pela comunicação da CNBB identificou dificuldades de acesso ao perfil institucional na plataforma e já acionou o suporte técnico do X para solucionar o problema e recuperar o controle da conta.
A entidade esclareceu que, para comprovar a titularidade e a gestão do perfil, foram enviadas à plataforma todas as informações e documentos necessários, aguardando, neste momento, a resolução do suporte técnico. Enquanto o problema não for resolvido, a CNBB orienta seus fiéis e o público em geral a utilizarem os demais canais oficiais de comunicação para acompanhar suas informações e atividades. Entre esses canais, destacam-se o portal oficial da entidade, além de suas páginas no Instagram, Facebook, YouTube, TikTok e LinkedIn.
O episódio ocorre em um momento de maior atenção às manifestações de bispos brasileiros nas redes sociais, especialmente aquelas que defendem o voto pela soberania nacional. Internautas passaram a relacionar o bloqueio ou a indisponibilidade da conta da CNBB a possíveis represálias por parte de plataformas digitais em resposta às posições expressas por líderes religiosos.
De acordo com comentários de usuários nas redes, a suspensão ou o problema técnico na conta da CNBB é visto por alguns como uma ação de censura ou represália. Um internauta afirmou: “Isso é grave, criminoso e diz muito sobre o que está em jogo. Não aceitaremos. Pela CNBB e pelo Brasil, resistiremos!” Outro comentou: “Só não vê quem não quer, os sinais estão por toda parte!” Essas manifestações refletem um clima de tensão e polarização em torno do tema, com destaque para a liberdade de expressão e o direito de manifestação de opiniões no ambiente digital.
Além das questões relacionadas à liberdade de expressão, há também uma preocupação com o impacto de tais ações na liberdade de culto e na diversidade religiosa. Uma terceira pessoa destacou a importância de união entre diferentes comunidades religiosas para combater ataques ao direito de culto. Ela afirmou: “Se querem fazer isso com os católicos, imagine com as pessoas de matriz africana? Vamos nos unir, espíritas, católicos, umbandistas, candomblecistas, budistas, muçulmanos. É o nosso direito de culto que está sob ataque. Converse com seu irmão ou irmã de fé que ainda está em dúvida sobre o voto.”
A situação da conta da CNBB na plataforma X reforça o debate sobre a liberdade de expressão e as ações das plataformas digitais em relação ao conteúdo de líderes religiosos e opiniões que possam gerar controvérsia. A entidade continua aguardando a resolução do suporte técnico da plataforma e reforça a importância de seus canais oficiais para manter a comunicação com seus fiéis e o público em geral durante o período de indisponibilidade do perfil.