Paula Cardoso, ex-mulher do cantor Anderson Leonardo, expressou sua insatisfação com a falta de transparência na divisão do cachê dos shows do grupo Molejo, afirmando que não tem acesso aos contratos e comprovantes de pagamento. A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record.
Anderson Leonardo faleceu em abril de 2024, e na época já estava separado de Paula, com quem teve uma filha. Paula alega que a divisão dos valores recebidos pelos shows mudou, e que atualmente recebe apenas o que o grupo decide enviar. “Eu só quero esclarecimento do que é de direito da minha filha”, afirmou Paula, ressaltando a necessidade de informações claras sobre os valores que pertencem à sua filha, a caçula do cantor.
A relação entre Paula e o grupo Molejo é tensa. “Nós não temos nenhuma relação [com o Molejo]. Nenhum tipo de contato, absolutamente nada”, declarou. Ela criticou a falta de prestação de contas sobre a continuidade das atividades do grupo e questionou o valor que está sendo destinado à sua filha. De acordo com informações do Domingo Espetacular, uma planilha que foi enviada aos herdeiros de um show realizado em abril deste ano indica que o cachê é dividido igualmente entre os integrantes, mas a parte destinada aos filhos de Anderson, que anteriormente era maior, agora é equivalente à dos demais.
Paula Cardoso destacou que, após a morte de Anderson, ele passou a ser tratado como um mero integrante do grupo, apesar de sua importância para a formação e o sucesso do Molejo. “A cara era o Anderson, a voz era o Anderson. E hoje nós recebemos como se o Anderson fosse um funcionário normal”, lamentou. Ela também revelou que foi bloqueada nas redes sociais do grupo, o que a obriga a depender de terceiros para obter informações sobre os shows. “Aí as pessoas próximas me mandam. É assim que a gente fica sabendo”, explicou.
O advogado de Paula afirmou que está buscando, de maneira amigável, que a produtora forneça as informações necessárias. Em resposta, Andrezinho, um dos integrantes do Molejo, negou qualquer desentendimento e afirmou que não há conflitos entre o grupo e a ex-esposa de Anderson. “Não tem confusão, não tem briga. A gente não brigou com ninguém”, afirmou, ressaltando que a página do Molejo está aberta ao público e que questões contratuais devem ser tratadas com advogados.
Sobre a divisão do cachê, Andrezinho argumentou que a situação não se deve ao fato de Anderson ser o proprietário da empresa, mas sim a um entendimento coletivo do grupo sobre a continuidade das atividades após sua morte. A morte de Anderson gerou um impasse sobre o uso do nome Molejo, uma vez que ele era o titular da marca. Paula relatou que, após o falecimento, houve uma reunião onde ficou decidido que as atividades do grupo continuariam normalmente, mas isso não foi cumprido. “Quinze dias depois, nós recebemos uma notificação extrajudicial deles se desligando da empresa”, afirmou.
A sede da empresa, localizada no Rio de Janeiro, encontra-se em estado de abandono, com salas cheirando a mofo e equipamentos vendidos pelos herdeiros para quitar dívidas. Os outros três filhos de Anderson não se manifestaram sobre a situação. Paula finalizou sua declaração dizendo que a memória de Anderson parece ter sido desconsiderada. “Pra mim é como se a memória dele tivesse sido rasgada, sabe? Só que não teve o que fazer”, concluiu.
Os advogados do Molejo, em nota, informaram que não houve omissão de informações e que a prestação de contas segue um processo padrão e transparente.