A médica e ex-participante do Big Brother Brasil 20, Thelma Assis, abordou a repercussão dos apoios de celebridades ao empresário Rodrigo Branco, que recentemente publicou um vídeo de desculpas após ser condenado por racismo. Em entrevista à RedeTV!, Thelma destacou que os famosos que se manifestaram em defesa de Branco agora enfrentam cobranças da sociedade.
Thelma revelou que decidiu se afastar das redes sociais durante a polêmica em torno do vídeo de desculpas e dos apoios recebidos por Branco. “Eu me preservei em prol da minha saúde mental”, afirmou, enfatizando a importância de cuidar de si mesma em momentos de alta tensão emocional.
A ex-BBB classificou a situação como um crime e não um mero deslize. “Porque a gente não tá falando de um erro; a gente tá falando de um crime”, declarou, demonstrando sua indignação com a gravidade das ofensas racistas que sofreu. Em sua visão, aqueles que optaram por apoiar o empresário devem agora lidar com as consequências de suas escolhas. “Quem quis ser conivente, apoiar e passar a mão tem livre-arbítrio e agora que arque com as consequências”, disse. Thelma ainda acrescentou que “o povo cobra coerência, responsabilidade”.
Entre os famosos que inicialmente apoiaram o vídeo de desculpas de Branco estão Astrid Fontenelle, Xuxa Meneghel e Gkay. Contudo, após a repercussão negativa, essas personalidades apagaram seus comentários em apoio ao empresário, refletindo a pressão pública que enfrentaram.
A condenação de Rodrigo Branco pela Justiça resultou em uma indenização de R$ 40 mil a ser paga a Thelma por danos morais, em decorrência de comentários racistas feitos durante sua participação no programa de televisão. Na ocasião, Branco insinuou que a torcida da ex-BBB existia apenas por conta de sua cor de pele, afirmando que “ela é negra, coitada”. Após a condenação, o empresário divulgou um vídeo em que se desculpou e afirmou que o episódio deveria servir de exemplo na luta contra o racismo, descrevendo-o como “o maior erro da vida”.
Thelma Assis, por sua vez, reconhece que as pessoas têm a capacidade de mudar, mas enfatiza que a luta contra o racismo deve ser mais do que uma ação midiática. “Eu acho que as pessoas têm o direito de evoluir, mas a luta antirracista é mais na prática, no dia a dia, do que midiática”, afirmou, reforçando a necessidade de ações concretas no combate ao racismo.
A quantia da indenização ainda está sendo discutida pelas equipes jurídicas envolvidas, segundo Thelma. Ela confirmou que pretende destinar o valor a uma instituição que atua no combate ao racismo, como havia prometido aos seus seguidores ao compartilhar a vitória no processo judicial.