O condomínio Solar Brasília, onde reside o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ingressou na Justiça contra Bernardo Moreira Amado Barros, ex-assessor do deputado federal André Janones (Avante-MG), após um protesto realizado nas proximidades da residência do ex-chefe do Executivo. De acordo com a ação, o episódio ocorreu em 14 de novembro, quando Barros teria entrado no condomínio após informar na portaria que visitaria uma moradora. Segundo a administração do residencial, ele utilizou a autorização de acesso para circular internamente pelo local e se dirigir às imediações da casa de Bolsonaro, onde realizou uma manifestação com o uso de megafone. A informação foi divulgada pelo Metrópoles e confirmada pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostram Barros acompanhado de outras duas pessoas próximo à residência do ex-presidente. O grupo foi abordado por um segurança do condomínio durante a manifestação. Segundo a administração, o protesto ocorreu no mesmo dia em que foi concluído o julgamento dos embargos de declaração apresentados por Bolsonaro, que naquele período cumpria prisão domiciliar. Dias depois, o ex-presidente teve a prisão preventiva decretada.
Na ação judicial, o condomínio sustenta que as palavras utilizadas durante o protesto teriam provocado transtornos aos moradores e criado um ambiente considerado incompatível com a convivência no residencial.
A administração pede que Bernardo Barros seja impedido de utilizar o acesso ao condomínio para circular por áreas internas ou se dirigir a imóveis para os quais não possua autorização expressa. Em caso de descumprimento da medida, o condomínio solicita a aplicação de multa de R$ 50 mil.
Bernardo Barros também foi alvo de investigação da Polícia Legislativa Federal após interromper uma transmissão ao vivo da GloboNews durante entrevista do líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Na ocasião, ele foi exonerado do cargo comissionado que ocupava na Câmara dos Deputados. Segundo informações da investigação, ele foi indiciado pelo crime de perturbação do trabalho ou do sossego alheio.
Até o momento, não foi localizado posicionamento público de Bernardo Barros sobre a ação movida pelo condomínio.
Condomínio onde mora Bolsonaro aciona Justiça após protesto de ex-assessor de Janones