A Itália e o Brasil estão interligados quando o assunto é futebol. Entre as Copas do Mundo de 2010 a 2022, os protagonistas dessa parceria na Seleção Brasileira são os treinadores.
Confira a quinta parte desta série com fatos entre o Mundial de 2010, na África do Sul, e o torneio de 2022, do Catar, que foi a última edição da competição.
Dunga era o segundo a ser jogador e treinador da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo, igualando o feito de Zagallo, que esteve em campo no bicampeonato de 1958 e 1962, e no comando canarinho no tri, em 1970, e ainda em 1974 e 1998.
A busca do capitão do tetra, em 1994, era ganhar o torneio também como treinador e sua aposta era num sistema defensivo forte, quase que na totalidade formado por jogadores que atuavam no futebol italiano.
Seu time começava com o trio Júlio Cesar, Maicon e Lúcio, que pouco antes da Copa tinham se destacado na conquista da Champions pela Internazionale. O outro zagueiro era Juan, da Roma, e o primeiro volante Felipe Melo, da Juventus. O único defensor titular que não jogava no calcio era o lateral-esquerdo Michel Bastos, do Lyon, da França.
Nas quartas de final, os “italianos” da Seleção entregaram o ouro. O Brasil vencia a Holanda por 1 a 0 quando Júlio César e Felipe Melo trombaram após um cruzamento de Sneijder, com a bola morrendo na rede brasileira.
Logo depois, o mesmo Sneijder, apesar de seu 1,70m de altura, marcou de cabeça o segundo gol holandês. Logo depois, Felipe Melo foi expulso e levou com ele as esperanças brasileiras de classificação.
A última participação da Itália numa Copa é no Brasil. E o sorteio reservou à Azzurra o “Grupo da Morte”, que contava ainda com os também campeões mundiais Uruguai (1930 e 1950) e Inglaterra (1966). A Costa Rica completava a chave.
Com o melhor time da sua história, os costa-riquenhos foram a surpresa do Mundial de 2014 e ficaram com a primeira posição do Grupo D. Os uruguaios passaram em segundo.
A Itália, mais uma vez, era eliminada de uma Copa do Mundo disputada no Brasil ainda na fase de grupos.
Desde as Copas de 1982 e 1986, quando teve Telê Santana no comando, o Brasil não tinha o mesmo treinador em dois Mundiais seguidos. Quem quebrou essa escrita foi Adenor Bacchi, o Tite, filho de Ivone Thereza Mazzocchi e Genor Bacchi, dois representantes da enorme colônia italiana na cidade de Caxias do Sul, principal cidade da Serra Gaúcha.
O ítalo-brasileiro Tite buscou o hexa nas duas últimas Copas, em 2018, na Rússia, e 2022, no Catar. Em ambas caiu ainda nas quartas de final, abrindo espaço para uma grande rotatividade no cargo de treinador da Seleção Brasileira, que neste Mundial de 2026 será ocupado por Carlo Ancelotti.
Muito além de Ancelotti, do tri e do tetra: da ‘Era Dunga’ a ‘Era Tite’