A viagem de trem pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) é mais do que um simples deslocamento entre Belo Horizonte e Cariacica (ES).
Com duração de aproximadamente 13 horas no percurso diurno regular, o trajeto de 664 quilômetros se transforma em uma janela para a história e a cultura mineira, revelando cidades que preservam a memória do estado em suas ruas, igrejas e museus. Para quem busca enriquecer a jornada, explorar algumas dessas paradas é fundamental.
O percurso, operado pela Vale, é uma das duas ferrovias brasileiras que mantêm transporte contínuo de passageiros, juntamente com a Estrada de Ferro Carajás. Ao longo de suas cerca de 30 estações, que atendem 42 municípios, o trem oferece uma oportunidade única de redescobrir Minas Gerais.
Em 2026, a experiência foi ampliada com o lançamento do Trem de Férias (Holiday Train), que opera em horário noturno nos meses de janeiro, julho e dezembro, facilitando viagens mais curtas. Selecionamos cinco destinos imperdíveis no lado mineiro da ferrovia, ideais para um mergulho na riqueza cultural da região.
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Barão de Cocais
A apenas 95 km de BH, Barão de Cocais é uma das primeiras paradas e serve como porta de entrada para o Circuito do Ouro. A cidade respira o período colonial, com destaque para o Santuário de São João Batista, uma obra-prima atribuída a Aleijadinho.
A proximidade com o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada, com suas pinturas rupestres, adiciona uma camada extra de história ao passeio.
(foto: Reprodução / Turismo MG)
Santa Bárbara
Vizinha de Barão de Cocais, Santa Bárbara é outro tesouro do barroco mineiro. A cidade natal de Affonso Penna, ex-presidente do Brasil, encanta pela arquitetura preservada. A Matriz de Santo Antônio é um dos templos católicos mais bonitos do estado.
O município também é conhecido por abrigar o Santuário do Caraça, um parque natural e complexo religioso de beleza impressionante, acessível a partir da cidade.
(foto: Reprodução / Turismo MG)
Itabira
Parada obrigatória para os amantes de literatura, Itabira é a terra natal do poeta Carlos Drummond de Andrade. A cidade transformou sua relação com o filho ilustre em um roteiro turístico, os “Caminhos Drummondianos”.
O percurso inclui o Memorial Carlos Drummond de Andrade, projetado por Oscar Niemeyer, e diversas esculturas e poemas espalhados pelas ruas, que contam a história do escritor e de sua obra.
(foto: Reprodução / Turismo MG)
João Monlevade
A história de João Monlevade se afasta do ouro e se conecta ao pioneirismo industrial de Minas Gerais. O grande atrativo é a Forja Catalã, uma estrutura do século XIX construída pelo engenheiro Jean-Antoine Félix Dissandes de Monlevade.
As ruínas da construção, que deu origem à siderurgia na região, oferecem uma viagem ao passado do desenvolvimento econômico do estado.
(foto: Reprodução / Turismo MG)
Governador Valadares
Já no Vale do Rio Doce, Governador Valadares é a maior cidade do leste mineiro e um polo regional. Embora famosa pelo turismo de aventura, especialmente pelos voos livres no Pico da Ibituruna, sua história está ligada à construção da própria ferrovia.
A cidade cresceu às margens dos trilhos e do Rio Doce, e explorar o centro e a orla fluvial é entender a dinâmica de desenvolvimento que a EFVM proporcionou ao interior de Minas Gerais.
(foto: Reprodução / Turismo MG)