O segundo encontro do Brasil Adiante, projeto do Estadão para apresentar propostas concretas para os principais problemas do País, discute nesta quinta-feira, 11, a partir das 8h, soluções sobre como preparar melhor os brasileiros para o mercado de trabalho desde a educação básica e caminhos para tornar sustentáveis o SUS e a saúde suplementar diante do envelhecimento da população.
No primeiro encontro, que aconteceu em maio, o debate teve como foco a eficiência do sistema de Justiça, o avanço dos custos do Judiciário e os efeitos da baixa previsibilidade judicial sobre investimentos, ambiente de negócios e atividade econômica (veja como foi). Até agosto, serão realizados outros três encontros que discutirão temas como Segurança Pública e Crime Organizado, Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade.
Nesta quinta-feira, 11, o segundo encontro do Brasil Adiante terá dois painéis que tratam dos fundamentos de qualquer país que queira crescer com inclusão: a educação que prepara as pessoas para a economia que já mudou e a saúde de uma população que envelhece.
Como o Estadão mostrou, o ensino médio é um dos maiores desafios da educação básica, principalmente por causa da evasão. O número de matrículas no ensino médio no País caiu 5,3% de 2024 para 2025 e registrou a menor quantidade em uma década.
Um dos caminhos para reduzir a evasão, apontam modelos internacionais, é a valorização da educação profissional e tecnológica, que pode ser oferecida integrada ao ensino médio, mas também abrange cursos de qualificação profissional e de ensino superior.
Especialistas são unânimes em dizer que é preciso colocar mais dinheiro no ensino básico, mas é imprescindível que o investimento seja em políticas cujas evidências já mostraram melhora da aprendizagem. Isso significa, por exemplo, direcionar dinheiro para escolas de áreas mais vulneráveis e para os alunos com mais dificuldades.
Já na Saúde, se por um lado os avanços na Medicina e as melhores condições de vida aumentaram a expectativa de vida do brasileiro nas últimas décadas, por outro o País não preparou adequadamente seu sistema de saúde e sua estrutura de assistência social para lidar com uma população cada vez mais envelhecida.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos em 2024. Em 1940, início da série histórica, era de 45,5 anos. Com uma população mais jovem, boa parte da demanda se concentra em pré-natal, parto, vacinação, pediatria, acidentes, infecções e condições agudas. Em uma população mais envelhecida, cresce a prevalência de doenças crônicas, que exigem consultas e exames recorrentes, medicamentos de uso contínuo, reabilitação e tratamentos caros por períodos prolongados.
Por isso, o novo governo terá de reorganizar políticas e financiamento da saúde para atender a um País mais envelhecido.
Painel 1: Educação: como preparar os brasileiros para um mercado de trabalho que já mudou?
Painelistas: Priscila Cruz, cofundadora e presidente-executiva do Todos Pela Educação, Denis Mizne, CEO da Fundação Lemann, e Jair Ribeiro, fundador do Parceiros da Educação e da Proz Educação. Mediação de Renata Cafardo, repórter especial e colunista do Estadão.
Painel 2: Quem vai pagar a conta do envelhecimento no Brasil?
Painelistas: Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e cofundador do IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde), Gonzalo Vecina, sanitarista e professor da USP, e Paulo Moll, CEO da Rede D’Or São Luiz. Mediação de Thaís Manarini, editora do Pulsa, hub multiplataforma de saúde e bem-estar do Estadão.