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Maior museu de ilusão de ótica do mundo chega a BH com atrações imersivas

Já imaginou entrar em uma casa de ponta-cabeça, atravessar um túnel que parece girar sem parar ou se transformar em um gigante por alguns instantes? Essas são algumas das experiências encontradas no Museu das Ilusões, exposição que está em cartaz no BH Shopping, em Belo Horizonte, e que promete confundir os sentidos dos visitantes.
A reportagem da Itatiaia visitou a mostra e conheceu de perto algumas das cerca de 100 atrações que compõem o espaço. Entre cenários interativos, esculturas, espelhos, painéis tridimensionais e jogos de perspectiva, o público é convidado a testar a própria percepção.
Segundo Paulo Zimmermann, criador e diretor executivo do projeto, a ideia surgiu a partir da observação do comportamento dos visitantes em uma exposição de ciências da qual ele participava.
“Eu observava que o público gostava muito das peças de ótica. Aí começamos a desenvolver essas peças. A ideia era fazer um evento só de ótica”, relembra.
Criado em 2019, o Museu das Ilusões já passou por cidades como Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Manaus e São Paulo. Inspirada em museus de ciência e ilusão de ótica da Europa e dos Estados Unidos, a exposição reúne obras clássicas do gênero e instalações desenvolvidas por artistas brasileiros.
Além dos efeitos visuais baseados em princípios da física, a exposição mistura arte, cenografia e elementos lúdicos. É o caso do “Pezão”, uma das atrações mais fotografadas do percurso. Segundo o criador do museu, a peça não tem uma explicação científica por trás, mas foi criada apenas para divertir os visitantes.
A proposta, segundo ele, é justamente unir conhecimento e entretenimento. “A ilusão de ótica é um recorte da física, mas a gente mistura isso com arte, esculturas e brincadeiras. O importante é que as pessoas tenham uma experiência legal”, diz.
O espaço ocupa cerca de 1.200 metros quadrados no BH Shopping e reúne atrações como a Sala dos Gigantes, a Casa Invertida e o Túnel Vórtex. Os ambientes também se tornaram populares entre os visitantes que buscam registrar fotos e vídeos com efeitos curiosos para as redes sociais.
Para Zimmermann, uma das características que diferenciam o projeto é justamente a capacidade de renovação. Como a exposição foi planejada para circular pelo país, novas peças são criadas constantemente.
“É um trabalho de longo prazo. A gente vai convidando os artistas, vão desenvolvendo as peças. E hoje já tem vários artistas que têm trabalhado conosco. Além dos cenógrafos e nossa equipe. A gente vem fazendo homenagens com peças anamórficas, com esculturas… E vem trabalhando, mesclando com as peças de ótica. O Brasil tem poucos mercados que comportam museus fixos, então planejamos viajar com o acervo”, destacou.
O “diferencial brasileiro” também é um fator que destaca a exposição das demais encontradas em outros países. A diversidade das peças e a criatividade da equipe responsável pelo processo artístico do projeto são o que tornam a experiência única para o público.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade