A Fifa pediu alterações na camisa do Haiti para a Copa do Mundo por entender que o uniforme pode conter mensagens políticas. A informação apareceu em comunicado divulgado pela Saeta, empresa responsável pelo desenho da peça.
Segundo a fornecedora, o uniforme tinha como objetivo homenagear homens e mulheres que contribuem diariamente para o futuro do Haiti, sem qualquer intenção política.
“O design final apresentado pela Saeta foi um tributo para os homens e mulheres que contribuem todos os dias para o futuro do Haiti e não foram pensados como uma mensagem política. Durante o processo de revisão, a Fifa determinou que certos elementos visuais poderiam ser interpretados de forma diferente por seus regulamentos e pediu modificações no design”, informou a empresa.
A camisa haitiana conta com uma ilustração da Batalha de Vertières, travada em 1803 e considerada decisiva para a independência do país após o conflito contra a França. Apesar disso, a Saeta não esclareceu se esse elemento motivou o pedido da Fifa.
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Na descrição oficial do uniforme, a fornecedora destacou o valor histórico e cultural da peça para o povo haitiano.
“Mais de dois séculos atrás, uma nação nasceu. Hoje, uma nova era começou. Essa é mais do que uma camisa, é um tributo ao povo haitiano. Nossa história não é somente contada oralmente. Nós vestimos, defendemos e carregamos orgulhosamente a história”, diz parte do texto divulgado pela empresa.
O Haiti integra o Grupo C da Copa do Mundo ao lado de Brasil, Marrocos e Escócia. A seleção estreia no sábado (13), contra os escoceses, às 22h (de Brasília), no Estádio de Boston, em Massachusetts.