AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
Após terminar namoro, Bruna Furlan publica reflexão sobre amor próprio • Trump confirma morte de líder do ‘Tren de Aragua’ em operação coordenada com a Venezuela • Cria do Cruzeiro, jogador do Palmeiras marca primeiro gol do Paraguai na Copa • Virginia vê número de seguidores despencar após flores e comentário de Vini Jr.; veja quanto • Trump confirma morte de líder do ‘Tren de Aragua’ em operação coordenada com a Venezuela • Estados Unidos domina, goleia Paraguai e estreia com vitória na Copa do Mundo • Pochettino reage à goleada dos Estados Unidos na estreia da Copa e manda recado • TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda • Cria do Cruzeiro, jogador do Palmeiras marca primeiro gol do Paraguai na Copa • Estados Unidos dominam, goleiam Paraguai e estreiam com vitória na Copa do Mundo • Após terminar namoro, Bruna Furlan publica reflexão sobre amor próprio • Trump confirma morte de líder do ‘Tren de Aragua’ em operação coordenada com a Venezuela • Cria do Cruzeiro, jogador do Palmeiras marca primeiro gol do Paraguai na Copa • Virginia vê número de seguidores despencar após flores e comentário de Vini Jr.; veja quanto • Trump confirma morte de líder do ‘Tren de Aragua’ em operação coordenada com a Venezuela • Estados Unidos domina, goleia Paraguai e estreia com vitória na Copa do Mundo • Pochettino reage à goleada dos Estados Unidos na estreia da Copa e manda recado • TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda • Cria do Cruzeiro, jogador do Palmeiras marca primeiro gol do Paraguai na Copa • Estados Unidos dominam, goleiam Paraguai e estreiam com vitória na Copa do Mundo •

Wolbachia: compreenda o funcionamento da técnica para controlar a dengue

Divulgação/Fiocruz

O Brasil foi identificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o país com o maior número de casos de dengue no mundo em 2024, enfrentando um desafio significativo com o aumento das arboviroses. Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão de outras doenças, como zika e chikungunya. Em busca de soluções inovadoras, o método Wolbachia tem se destacado como uma alternativa promissora.

Desenvolvida em 2008 por pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália, essa abordagem difere das tradicionais, como o uso de inseticidas químicos e campanhas de eliminação de criadouros, ao ser autossustentável. “Estimativas indicam que cerca de 50 a 60% de todos os insetos possuem a bactéria Wolbachia de forma natural. Um cientista australiano descobriu que, ao introduzir a Wolbachia no Aedes aegypti — que não a possui naturalmente —, a bactéria consegue colonizar as áreas do corpo do mosquito onde os vírus da dengue, zika e chikungunya se multiplicam”, afirma Natalia Ferreira, diretora executiva da Oxitec, empresa especializada em soluções biológicas para controle de pragas.

A presença da Wolbachia dificulta o desenvolvimento dos vírus causadores da dengue, zika e chikungunya, contribuindo para a diminuição dessas doenças. Como resultado, os mosquitos infectados com Wolbachia apresentam uma carga viral consideravelmente reduzida, o que limita sua capacidade de transmissão durante a picada.

Depois da colonização artificial, esses mosquitos infectados são liberados para se reproduzirem com os insetos locais, criando uma nova geração de Aedes aegypti com menor carga viral. Importante ressaltar que a bactéria não é transmissível a humanos ou outros mamíferos.

O método Wolbachia foi introduzido no Brasil em 2012, com Niterói, no Rio de Janeiro, sendo a primeira cidade brasileira a implementar a tecnologia em 2014. Conforme dados do Ministério da Saúde, houve uma redução significativa de 69,4% nos casos de dengue, 56,3% nos de chikungunya e 37% nas ocorrências de zika.

A professora Maria Glória Teixeira, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), destaca a importância da iniciativa para a saúde pública, mas alerta que outras estratégias também são essenciais. “É fundamental mencionar que, paralelamente, está em andamento o uso de vacinas contra dengue e chikungunya, que poderão auxiliar na contenção das epidemias que afetam nosso país”, afirma a docente, que é também representante da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

Atualmente, o método Wolbachia está sendo utilizado em diversas localidades brasileiras, como Niterói (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), Petrolina (PE), Joinville (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Londrina (PR). Em abril do ano passado, foi inaugurada em Belo Horizonte, Minas Gerais, a Biofábrica Wolbachia, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o governo estadual e a prefeitura.

Adicionalmente, a empresa britânica Oxitec, que já desenvolve a tecnologia do Aedes do Bem para reduzir a população de mosquitos transmissores, está adaptando sua instalação em Campinas, São Paulo, para também produzir mosquitos com Wolbachia. A empresa aguarda a autorização da Anvisa para iniciar a liberação dos insetos e já está em diálogo com o Ministério da Saúde para integrar essa tecnologia na estratégia nacional de combate às arboviroses. “Nosso objetivo é disponibilizar essa capacidade de produção ao Ministério para apoiar a expansão da tecnologia no Brasil. De fato, em janeiro, o governo anunciou planos de aumentar o alcance da tecnologia de cinco para 40 cidades até 2025”, conclui Natalia.

Acompanhe nossa editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do WhatsApp para se manter atualizado sobre o tema! Para mais informações sobre ciência e nutrição, confira todas as nossas matérias de Saúde.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade