Após discutir com seus representantes e familiares que não havia mais condições para sua permanência no Cruzeiro, Dudu se dirigiu à residência de Pedro Lourenço, proprietário da SAF, em Belo Horizonte, para abordar o tema e solicitar a rescisão de seu contrato. O atacante comentou sobre o encontro: “Tive um diálogo muito franco com o Pedrinho depois de um treino. Fui até a casa dele, onde conversamos a sós. Deixei claro que não desejava continuar nas circunstâncias atuais, e ele concordou. Assim, chegamos a um entendimento”, declarou o jogador, que está em vias de se juntar ao Atlético, em entrevista à Itatiaia.
Ele afirmou que não nutre ressentimentos em relação à atual administração do clube celeste. “Saio em paz com o Pedrinho e com o Mattos. Sou uma pessoa que não carrega mágoas. Como atleta, busco um projeto, mas, infelizmente, não funcionou, tanto para mim quanto para o Cruzeiro”, disse.
O vínculo de Eduardo Pereira Rodrigues com a Raposa, que se estendia até dezembro de 2027, previa uma multa de R$ 60 milhões em caso de rescisão antecipada. No entanto, na semana passada, as partes chegaram a um acordo que estipula o pagamento de R$ 15 milhões ao atleta de 33 anos.
Dudu expressou sua gratidão pela confiança do empresário e do CEO, Alexandre Mattos, que o procuraram no final de 2024, mesmo após ele ter rejeitado a transferência anteriormente, no meio do ano. “Por conta de alguns fatores, a primeira tentativa não se concretizou. O Cruzeiro voltou a me procurar e percebi que era o momento certo para iniciar um projeto que eles me apresentaram”, comentou.
“Agradeci ao Pedrinho por me ter dado essa oportunidade e sempre mantive o respeito por eles. Se eu não tivesse demonstrado respeito, eles não teriam retornado ao meu encontro. Fico triste por não poder dar continuidade a um projeto tão ambicioso, mas estou em paz, pois não cometi nenhum erro”, concluiu.