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Jovem descobre câncer raro e incurável cinco meses após o parto

Reprodução / Redes sociais

Dois dias após dar à luz a primeira filha, a cabeleleira britânica Tia Faye Clark, de 24 anos, percebeu algo incomum no próprio corpo: um caroço entre as costelas e um inchaço abdominal que não diminuía.
O que parecia ser apenas uma mudança do pós-parto acabou se transformando em uma notícia muito pior meses depois. Ela foi diagnosticada com um câncer raro e agressivo enquanto cuidava de uma bebê recém-nascida.
Moradora de Pembrokeshire, no País de Gales, Tia relatou através de redes sociais que buscou atendimento médico diversas vezes desde o nascimento da filha Robyn, em setembro de 2025.
Ao longo do período, sete profissionais de saúde avaliaram a jovem. Parte das queixas foi relacionada às alterações naturais do corpo após a gestação. Em uma das consultas, ela ouviu a recomendação para fortalecer o abdômen com exercícios para que as alterações pós-gravidez diminuíssem.
Com o avanço dos sintomas, a situação se agravou. Tia passou a sentir dores fortes no abdômen, desconforto constante e dificuldade para descansar à noite. Em 29 de dezembro, decidiu procurar atendimento de urgência em um hospital.
Exames revelaram tumores de grandes dimensões: um de 15 centímetros na pelve e outro de 18 centímetros no fígado. Na sequência, médicos confirmaram o diagnóstico de sarcoma desmoplásico de pequenas células redondas, conhecido pela sigla em inglês, DSRCT, um tipo extremamente raro de câncer.
Segundo o National Cancer Institute, o DSRCT é um tumor agressivo que costuma surgir no abdômen ou na região pélvica. A doença integra o grupo dos sarcomas de partes moles, que afetam tecidos de sustentação do corpo, como músculos, gordura, vasos sanguíneos e nervos.
Por ser incomum, o câncer ainda é pouco conhecido e pode ser identificado tardiamente. Em muitos pacientes, os sinais iniciais são vagos ou semelhantes a problemas digestivos e desconfortos abdominais frequentes. Quando o tumor cresce, passa a comprimir os órgãos internos e a provocar sintomas mais intensos.
Esse tipo de câncer ainda não tem um tratamento padrão para todos os casos. Dependendo da extensão da doença, médicos podem combinar quimioterapia, cirurgia e outras terapias individualizadas.
Tia iniciou quimioterapia com o objetivo de reduzir os tumores e controlar o avanço da doença. Segundo ela, médicos a informaram que, no momento, o câncer é considerado incurável, embora existam tratamentos para prolongar a sobrevida e aliviar sintomas.
Enquanto enfrenta consultas, exames e sessões hospitalares, ela também segue cuidando da filha de cinco meses. Amigos criaram uma campanha online para arrecadar recursos e ajudar a família com custos extras durante o tratamento.
O pós-parto provoca mudanças físicas intensas e desconfortos comuns, mas dor persistente, aumento abdominal contínuo, aparecimento de caroços ou piora progressiva do quadro merecem reavaliação médica. A trajetória de Tia reforça a importância de investigar sinais persistentes sem demora.
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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade