O Atlético informou, nesta terça-feira (28/4), que apresentou, junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), requerimento de Plano Coletivo de Parcelamento de Débitos. A proposta contempla, de forma estruturada e equilibrada, o parcelamento de débitos desportivos junto a agentes, clubes e ex-atletas.
Com essa iniciativa, “o clube continua com o compromisso da quitação integral de suas obrigações, sem qualquer desconto, em concordância com os princípios de responsabilidade e sustentabilidade financeira que pautam a gestão da SAF”, publicou o Atlético.
Agora, o requerimento apresentado pelo Atlético segue para a apreciação da CNRD. Se aprovado, o mesmo será homologado na sequência.
Com uma dívida que ultrapassa a marca de R$ 1,7 bilhão, a diretoria do Atlético vem montando um verdadeiro ‘quebra-cabeças’ para diminuir esse montante e conseguir reverter a situação financeira do clube.
A realização do aporte de R$ 500 milhões pela família Menin está se aproximando e o Galo pode ter um alívio financeiro, mas, mesmo assim, vai precisar continuar se reorganizando para a situação não piorar.
Vice-presidente de operações e finanças do clube, Thiago Maia, em entrevista ao Sports Market Makers no último dia 22, detalhou a dívida e explicou como o clube chegou nesse valor. No balanço financeiro de 2025, que está programado para ser divulgado até o final deste mês, irá aparecer um aumento nos débitos totais do clube. Grande parte desse valor é de dívidas bancárias, mas também há alguns valores relacionados à Arena MRV.
“O Galo tem um endividamento líquido na casa de R$ 1,7 bilhão. Desses, aproximadamente R$ 1 bilhão são dívidas bancárias, na casa de R$ 600 milhões são dívidas bancárias da SAF, todas são avalizadas. Por mais baratas que sejam, por serem avalizadas, elas machucam muito por causa da taxa Selic. A outra, de R$ 400 milhões, é a dívida do estádio e tem o CRI da arena, que está na casa dos R$ 300 milhões. Esse é o principal problema do Galo. Tem aí mais R$ 400 e poucos milhões de dívida tributária, que machuca menos, parcelada de longo prazo, mas com o CDI neste patamar tudo machuca, e o restante é a diferença de contas a pagar e contas a receber, que fica na casa dos R$ 300 milhões. Quando você soma isso tudo, dá R$ 1,7 bilhão”, explicou.
BASE
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Foto: Divulgação / Atlético