Evidências crescentes indicam que a solidão é um fator de risco significativo para idosos com câncer. Um consenso internacional publicado na The Lancet Healthy Longevity revela que o isolamento social afeta negativamente a sobrevivência, a intensidade dos sintomas e a adesão ao tratamento. A solidão, definida como uma experiência subjetiva negativa, pode ser fatal na oncologia geriátrica, atuando como preditor independente de mortalidade e influenciando a inflamação sistêmica e a resposta imunológica. O isolamento impede a adesão ao tratamento e agrava a qualidade de vida, enquanto a falta de motivação pode levar ao descaso com a saúde. Embora solidão e depressão sejam distintas, ambas impactam a saúde de forma negativa. O consenso sugere a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para combater o isolamento, incluindo apoio social e atividades físicas em grupo, além de visitas domiciliares para aqueles com mobilidade reduzida.
A Influência da Solidão na Sobrevida de Idosos com Câncer: Um Alerta Necessário
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