Na última semana, os preços do etanol nas usinas de São Paulo, principal produtor do Brasil, registraram uma queda de mais de 7%, impulsionados pelo aumento da oferta da safra 2026/27 e pela pressão nos preços do açúcar no mercado internacional. Essa tendência favorece o uso do biocombustível em vez da gasolina, especialmente em um contexto de alta nos combustíveis fósseis devido à guerra no Irã. A Argus destaca que o recuo nos preços do etanol torna a gasolina “mais barata” nos postos, já que a mistura obrigatória de 30% de etanol anidro influencia o preço final. A Petrobras mantém os preços da gasolina a distribuidoras, mas a oferta nacional é complementada por petróleo importado, que se tornou mais caro. A expectativa de uma safra recorde de etanol no centro-sul, segundo Maria Lígia Barros da Argus, torna o biocombustível mais competitivo. Com a paridade nacional para o uso do etanol caindo abaixo de 70%, as vendas do biocombustível no varejo devem aquecer. Recentemente, os preços do etanol hidratado e da gasolina nos postos foram cotados a R$ 4,69/litro e R$ 6,77/litro, respectivamente. A queda contínua nos preços do etanol nas usinas, somada à baixa nos preços do açúcar, sugere uma possível mudança nas usinas em direção ao aumento da produção de etanol.
Queda de 7% nos preços do etanol: um reflexo do aumento da oferta na safra 2026/27
•. Raízen é uma grande produtora de etanol. REUTERS/Marcelo Teixeira/File Photo