A Advocacia do Senado Federal recomendou à CPMI do INSS que restringisse o acesso às quebras de sigilo relacionadas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, após alegações de vazamentos de informações provenientes da sala-cofre. O parecer foi encaminhado ao presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), na quinta-feira (19/03), sugerindo que os dados sigilosos, incluindo informações bancárias, fiscais e telemáticas, sejam mantidos na Secretaria-Geral da comissão, sem acesso a parlamentares e assessores.
Essa solicitação ocorreu poucos dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que é o relator do Caso Master, ter suspendido o acesso à sala-cofre que continha 430 GB de dados telemáticos de Vorcaro. A decisão final cabe a Viana, que se reuniu com a assessoria jurídica da Casa na noite de quinta-feira para deliberar sobre o acesso às informações. O entendimento que prevaleceu foi o da Advocacia, garantindo a preservação dos documentos.
A Polícia Federal apreendeu parte dos dados devido ao risco de vazamentos. Segundo informações do Metrópoles, a operação durou cinco horas e os relatórios fiscais de Daniel Vorcaro permaneceram arquivados no Senado, sem liberação para os parlamentares. Na mesma noite, Vorcaro foi transferido para a Superintendência da PF, onde poderá firmar um acordo de delação premiada.
A CPMI do INSS está se aproximando do fim de seus trabalhos. A cautela na gestão dessas informações sensíveis gerou desconforto entre os membros da comissão, que devem concluir suas atividades na próxima quinta-feira (26/3), a menos que haja uma prorrogação. Viana afirmou que, caso o prazo não seja estendido, o relatório final será apresentado na próxima quarta-feira (25/3) e votado no dia seguinte. Enquanto isso, a base governista elabora um relatório alternativo para contestar o do relator, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que deve sugerir o indiciamento de figuras ligadas ao governo Lula.
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