O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie e se manifeste sobre as informações do advogado Frederick Wassef coletadas pela Polícia Federal no inquérito que investiga a apropriação indevida de joias e presentes recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em agosto de 2023, a PF realizou quatro operações de busca e apreensão em locais associados a Wassef e outros envolvidos na investigação sobre a venda ilegal de itens de luxo que foram oferecidos ao governo brasileiro.
Recentemente, a PF enviou uma análise adicional dos dados obtidos a partir de celulares apreendidos com Frederick Wassef. A corporação relatou que o material trouxe à tona “eventos fortuitos” que necessitam de uma apuração separada.
Ao reenviar os documentos à PGR, Moraes enfatizou que o órgão ainda não havia se pronunciado especificamente sobre esse novo conjunto de informações. A determinação foi feita nesta quarta-feira (18/3). “Não houve manifestação ministerial em relação ao material mencionado que foi enviado pela Polícia Federal”, registrou o ministro ao solicitar a nova análise.
Além disso, uma joia que deveria ser entregue a Michelle Bolsonaro e outra recebida da Arábia Saudita foram mencionadas em leilões. No dia 5 de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou o arquivamento das investigações sobre as joias recebidas por Jair Bolsonaro, alegando que a legislação não esclarece a quem pertencem essas ofertas, se ao presidente ou à União.
A PF investiga um suposto esquema de enriquecimento relacionado à venda ilegal de joias e bens de luxo da União, que poderiam beneficiar o patrimônio privado do ex-presidente. Com o envio do novo material, será responsabilidade da PGR decidir se mantém o pedido de arquivamento ou se encontra elementos que justifiquem a continuidade das investigações.
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