Confirmado como o novo comandante do Cruzeiro, Artur Jorge, que vinha do Al-Rayyan, no Catar, será o quarto técnico de nacionalidade portuguesa a liderar a equipe celeste. Antes dele, Paulo Bento, Pepa e Leonardo Jardim tiveram a responsabilidade de ocupar essa posição, cada um com resultados distintos. O TEMPO Sports traz uma retrospectiva dessas trajetórias. Confira a seguir:
O primeiro a abrir as portas para os técnicos portugueses na Toca da Raposa foi Paulo Bento. Com a experiência de ter sido técnico da seleção de Portugal, ele foi contratado pelo Cruzeiro em maio de 2016, mas sua passagem foi breve. Ao todo, dirigiu a equipe em 17 partidas, conquistando seis vitórias, três empates e sofrendo oito derrotas, o que resultou em um aproveitamento de 41,1%. Após um início desastroso no Campeonato Brasileiro, ele foi demitido em agosto.
Sete anos após a experiência negativa com Paulo Bento, o Cruzeiro voltou a confiar em um técnico português: em março de 2023, Pepa foi a escolha da gestão de Ronaldo. Quase desconhecido no Brasil, Pepa substituiu o uruguaio Paulo Pezzolano, que havia liderado a equipe na campanha de acesso à primeira divisão. O início de Pepa foi promissor, mas a equipe enfrentou dificuldades com lesões e suspensões, e ele acabou demitido em agosto, após 25 jogos, com sete vitórias, oito empates e dez derrotas, totalizando um aproveitamento de 38%.
No ano passado, sob a gestão de Pedro Lourenço, o Cruzeiro novamente confiou em um profissional português: Leonardo Jardim, que já havia se destacado no futebol europeu. Após um começo difícil, que incluiu a eliminação na semifinal do Campeonato Mineiro e na fase de grupos da Sul-Americana, Jardim conseguiu implementar seu estilo de jogo, levando a equipe à semifinal da Copa do Brasil e a um terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, garantindo a volta à Libertadores. Ao todo, foram 55 jogos, com 26 vitórias, 18 empates e 11 derrotas, resultando em um aproveitamento de 58,1%. Apesar de ter um contrato até dezembro de 2026, ele optou por rescindir o vínculo ao final da temporada, alegando “problemas pessoais”, e três meses depois assinou com o Flamengo.