Em uma entrevista concedida a jornalistas nesta quinta-feira (12), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), revelou que as distribuidoras de combustíveis propuseram ao governo federal que a Petrobras aumente suas importações de diesel para garantir a continuidade do abastecimento e a estabilidade dos preços no Brasil. “As distribuidoras expressaram sua preocupação com a importação e sugeriram que a Petrobras amplie sua atuação nesse sentido”, comentou Alckmin.
Essa iniciativa poderia assegurar tanto o abastecimento quanto a manutenção de preços estáveis do diesel, uma vez que as distribuidoras têm menos flexibilidade em lidar com a volatilidade dos preços praticados no mercado internacional do que a Petrobras. A companhia estatal adota uma política de preços “abrasileirados”, o que torna mais difícil para essas empresas competirem ao importar o combustível a preços internacionais.
O pronunciamento de Alckmin ocorreu após uma reunião entre representantes do governo e das distribuidoras, realizada na sede do Ministério de Minas e Energia (MME). Durante o encontro, o governo solicitou que os postos repassassem ao consumidor a redução nos preços do diesel, resultado das medidas anunciadas no mesmo dia.
Entre as principais ações do governo, destacam-se: a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios aos importadores do combustível. Além disso, há a intenção de fornecer à ANP (Agência Nacional do Petróleo) novos instrumentos de fiscalização para combater práticas prejudiciais ao consumidor.
De acordo com as estimativas do governo, essas medidas poderiam levar a uma diminuição de R$ 0,64 no preço do diesel. Os custos da isenção de PIS/Cofins e dos subsídios estão projetados em R$ 30 bilhões, quantia que será compensada pelo aumento do imposto de exportação sobre óleos brutos e diesel.