Embora frequentemente associado ao câncer cervical, o papilomavírus humano (HPV) também pode afetar a população masculina. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, divulgada em novembro de 2025, revela que 64% dos homens desconhecem a possibilidade de o HPV provocar câncer, e quase metade acredita que o uso de preservativos é suficiente para prevenir a infecção.
Esse assunto foi abordado na inauguração da Casa Lilás, uma iniciativa da MSD Brasil voltada para debater o HPV e o câncer de colo de útero, que começou na última quinta-feira (26/2). O espaço conta com uma decoração atrativa para o Instagram, atividades interativas e oportunidades para conversas sobre prevenção, vacinação contra o HPV, exames regulares e autocuidado.
O especialista Fernandes enfatiza que o HPV é um vírus que muitas vezes não apresenta sintomas evidentes. Quando os sinais de infecção aparecem nos homens, geralmente são leves e podem ser confundidos com fungos ou alergias. As manifestações mais comuns incluem verrugas ou placas elevadas e ásperas, que devem ser avaliadas assim que surgirem.
O vírus pode permanecer inativo por anos antes de se transformar em câncer, tornando difícil identificar sua origem após a detecção. Quando a infecção avança para o estágio tumoral, os sintomas também são sutis. “Uma leve tosse, um pigarro ou a sensação de algo preso na garganta, além da dificuldade para engolir, podem ser indícios de um tumor de orofaringe”, observa o urologista.
A vacinação é a maneira mais eficaz de prevenir o HPV. A imunização está disponível na rede privada com a vacina nonavalente, além de ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, indivíduos de 15 a 45 anos que fazem uso de PrEP, vítimas de violência sexual entre 15 e 45 anos, pessoas vivendo com HIV/aids até 45 anos, assim como pacientes oncológicos e transplantados de órgãos sólidos e medula óssea.
Estima-se que 80% da população terá contato com o HPV em algum momento da vida. Embora o uso de preservativos seja crucial para controlar infecções sexualmente transmissíveis, eles não oferecem proteção completa contra o HPV, já que o vírus é transmitido através do contato direto entre pele e mucosa.
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