Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, realizados em Milão e Cortina d’Ampezzo, além de localidades como Bormio, Livigno, Anterselva e Val di Fiemme, foram encerrados no último domingo (23/2) e marcaram uma edição histórica. Pela primeira vez, o evento foi organizado de forma descentralizada, reunindo cerca de 2.900 atletas de mais de 90 nações em 116 competições.
Laila Edwards fez história como a primeira mulher negra a conquistar uma medalha de ouro com a seleção feminina de hóquei no gelo dos Estados Unidos. Aos 22 anos e natural de Cleveland Heights, ela se destacou ao se tornar a primeira atleta negra a representar o país em hóquei no gelo olímpico e, posteriormente, a garantir a medalha de ouro na final contra o Canadá, com um placar de 2 a 1 na prorrogação. Durante a competição, Edwards foi fundamental, contribuindo com assistências e marcando o primeiro gol de uma mulher negra pela seleção americana em Jogos Olímpicos.
Lucas Pinheiro Braathen fez história ao trazer a primeira medalha de ouro para o Brasil e para a América do Sul nas Olimpíadas de Inverno. O esquiador alpino de 25 anos, que embora nascido na Noruega representa o Brasil por ser filho de uma brasileira, venceu no slalom gigante masculino em Bormio com uma performance impressionante. Essa conquista foi a primeira medalha de qualquer cor para o Brasil na história dos Jogos de Inverno, tornando-se um marco para a América Latina, e Braathen celebrou sua vitória dançando samba na neve, com um capacete que dizia “Vamos Dançar”.
Alysa Liu quebrou um jejum de 24 anos na patinação artística feminina ao conquistar o ouro no individual, encerrando um longo período sem títulos olímpicos para as mulheres dos EUA nessa modalidade, desde o triunfo de Sarah Hughes em 2002. Sua apresentação, embalada por Donna Summer, foi marcada pela confiança: “Eu convido a pressão para dentro”.
A equipe da Itália alcançou um feito histórico ao conquistar 22 medalhas, superando as 20 obtidas em Lillehammer em 1994, o que representa o melhor desempenho do país nos Jogos de Inverno. Lisa Vittozzi destacou-se ao garantir a primeira medalha de ouro da Itália no biatlo. A velocista de short track Arianna Fontana empatou com o icônico esgrimista Edoardo Mangiarotti, atingindo 14 medalhas olímpicas ao conquistar a prata nos 500 m em 2026.
Elana Meyers Taylor, aos 41 anos, fez história ao vencer o monobob feminino e, ao cruzar a linha de chegada, fez um gesto em linguagem de sinais americana (ASL) que dizia “Mamãe ganhou”, promovendo um momento tocante de inclusão familiar.
Um dos grandes choques da competição foi a queda do favorito Ilia Malinin, conhecido como “Quad God”, que, após duas quedas no programa livre, terminou em 8º lugar, encerrando uma sequência impressionante de 14 vitórias consecutivas. Apesar disso, ele chamou a atenção ao executar uma manobra que havia sido proibida em competições olímpicas por 50 anos.
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