A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (20/2), revogar o aumento tarifário implementado pelo ex-presidente Donald Trump, e essa medida pode ter implicações para o Brasil.
O aumento tarifário, que foi cancelado, teve início em 2 de abril de 2025, quando o Brasil enfrentou uma taxa de 10%, posicionando-se entre os países com as menores tarifas na época. Essa taxa foi eliminada em 14 de novembro do ano passado.
Entretanto, mesmo com a revogação da tarifa de 10%, a sobretaxa de 40% ainda permanece em vigor para produtos que não estavam incluídos na lista de exceções divulgada pela Casa Branca em novembro. Essa sobretaxa foi apresentada no início de julho.
Embora a decisão da Corte Suprema tenha deixado algumas questões em aberto, seu impacto no Brasil se estende além dos setores diretamente afetados. A eliminação da taxa global de 10% altera as dinâmicas do comércio internacional, facilitando a entrada de produtos de diversos países no mercado americano, o que pode intensificar a concorrência para os produtos brasileiros.
Além do Brasil, a situação de outras nações e blocos econômicos, como China (67%), União Europeia (39%), Vietnã (90%) e Japão (46%), também carece de esclarecimentos.
A aproximação entre Lula e Trump parece ter contribuído para a flexibilização da medida tarifária. Em novembro, os Estados Unidos divulgaram uma lista com quase 700 produtos que ficaram isentos das tarifas de importação.
A intenção de Trump com essas tarifas era corrigir o déficit comercial do país. Contudo, dados recentes mostraram que os Estados Unidos continuam a enfrentar esse déficit, enquanto a balança comercial já apresentava um leve superávit em relação ao Brasil.
A Suprema Corte dos EUA ainda não se pronunciou sobre possíveis compensações para os países afetados pelo aumento tarifário. A decisão ainda precisa ser formalizada e, posteriormente, órgãos reguladores de comércio nos EUA deverão fornecer detalhes sobre como a medida será implementada.
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