Na noite de quinta-feira (5/2), o Cruzeiro sofreu mais uma derrota no Mineirão, perdendo para o Coritiba por 2 a 1, em um jogo marcado por uma virada. Essa foi a 2ª rodada do Campeonato Brasileiro, e parte da torcida expressou sua insatisfação com o desempenho da equipe, vaiando os jogadores, especialmente o lateral-direito William, e pedindo a demissão do técnico Tite, cuja atuação já vinha sendo amplamente criticada devido ao péssimo início de temporada da Raposa, que já havia sido derrotada pelo Botafogo por 4 a 0 em sua estreia no torneio.
Após a derrota, o zagueiro Fabrício Bruno pediu à torcida que não direcionasse sua indignação ao gestor da SAF celeste, Pedro Lourenço, e seu filho, o vice-presidente Pedro Júnio, sugerindo que eles não fossem o alvo das críticas. “Esses dois fazem o possível e o impossível para que o clube funcione. Temos acesso a recursos de qualidade por conta deles, especialmente do presidente, que se dedica intensamente ao Cruzeiro. Ele é um torcedor e quer ver seu time vencer”, comentou Bruno.
O zagueiro também enfatizou que as críticas devem ser direcionadas aos jogadores e à comissão técnica. “Se as críticas forem necessárias, que sejam voltadas para nós em campo, isentando o presidente, que faz muito por nós. Ele trouxe o Gerson, uma contratação que pegou a todos de surpresa. O que ele faz não é por vaidade, mas por amor ao clube”, acrescentou.
Sobre o clima no vestiário após a derrota, Fabrício Bruno descreveu uma atmosfera de tristeza, que era esperada após o resultado insatisfatório e as vaias recebidas. O presidente Pedro Lourenço se reuniu com os jogadores após o jogo, tendo uma conversa séria com o elenco e a comissão técnica de Tite, confirmando sua preocupação com a situação.
“Era um clima de tristeza, não poderia ser diferente. Se entrássemos no vestiário e encontrássemos todos rindo, isso seria alarmante, mas o silêncio é reflexo do que todos estão pensando sobre suas atuações. As cobranças e vaias são merecidas”, refletiu Fabrício Bruno.