A ciência desempenha um papel fundamental em quase todos os aspectos que moldam nossa compreensão do mundo, desde a origem do cosmos até os avanços na medicina, e as inovações que impactam nossa vida diária. Embora muitas descobertas científicas possam parecer distantes do cotidiano, o Brasil abriga uma variedade de locais que tornam este universo mais acessível e fascinante para o público.
Com museus interativos, centros de pesquisa abertos ao público e atrações dedicadas ao espaço, fósseis e biodiversidade, há diversas opções para aqueles que desejam aprender e vivenciar a ciência de forma mais próxima. Confira algumas delas:
Inaugurado em março de 2024, o Space Adventure é uma das mais novas atrações voltadas para a exploração espacial no Brasil. Situado em Canela, na Serra Gaúcha, este espaço abriga mais de 300 itens originais relacionados aos programas Mercury, Gemini e Apollo, que marcaram a jornada do homem até a Lua. Com mais de 4 mil metros quadrados, o complexo oferece experiências imersivas, incluindo simuladores, salas interativas e réplicas em tamanho real de módulos lunares. Os visitantes têm a oportunidade de ver trajes espaciais autênticos, peças da sala de controle de Houston dos anos 60 e aprender sobre os hábitos dos astronautas durante as missões.
Na zona portuária do Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã se destaca como um dos principais ícones da divulgação científica no Brasil. Com uma arquitetura projetada pelo espanhol Santiago Calatrava, esse espaço une arte, ciência e tecnologia em exposições sobre temas como mudanças climáticas, o futuro do planeta e inovações. As experiências são enriquecidas por ambientes audiovisuais imersivos, instalações interativas e jogos em múltiplos idiomas, tornando a visita acessível a diversos públicos.
O Museu Catavento, inaugurado em 2009, é um dos maiores centros interativos de ciência e tecnologia do Brasil. Com mais de 200 instalações distribuídas por 12 mil metros quadrados, suas exposições são divididas em quatro seções principais: Universo, Vida, Engenho e Sociedade. O espaço foi projetado para instigar a curiosidade de crianças, jovens e adultos, sempre utilizando uma linguagem acessível e experiências práticas.
O Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, fundado em 1967, é um dos mais tradicionais museus universitários do país. Localizado em Porto Alegre, é considerado um dos destaques da América Latina em ciências naturais, funcionando também como um centro de pesquisa e educação. Além de ser uma atração turística, o museu oferece experiências interativas que conectam o público a temas como física, biologia e inovação tecnológica.
No centro de Belo Horizonte, o MM Gerdau explora a interseção entre mineração, metalurgia e desenvolvimento científico. Situado em um edifício histórico inaugurado em 1897, o museu harmoniza áreas restauradas do patrimônio original com espaços modernos e acessíveis. Além disso, realiza eventos culturais e científicos, proporcionando aos visitantes uma jornada pela história geológica e econômica de Minas Gerais.
Para os entusiastas de fósseis e dinossauros, o Museu de Paleontologia de Monte Alto é uma referência no Brasil. Localizado no interior de São Paulo, abriga cerca de 1.300 exemplares de fósseis de répteis e outros animais pré-históricos, muitos dos quais foram encontrados na própria região. O museu conta também com um laboratório de conservação, restauração e uma biblioteca especializada, atuando como um importante centro de preservação científica.
No centro de Brasília, o SESI Lab oferece uma experiência interativa que combina ciência e tecnologia para todos os públicos. Inspirado por espaços internacionais de referência, como o Exploratorium, em San Francisco, o SESI Lab apresenta exposições que estimulam a curiosidade e a experimentação, criando um ambiente onde a ciência é vivenciada de maneira prática.
A presença de museus e centros científicos acessíveis impacta diretamente a relação da população com o conhecimento. A professora Raquel Panke, do curso de História da PUCPR, enfatiza que esses espaços ajudam a integrar a ciência ao cotidiano das pessoas. Ela destaca que a exposição a experiências científicas desde cedo pode inspirar futuras carreiras, afirmando que “o contato precoce é um dos maiores preditores de interesse em áreas como ciência, tecnologia e engenharia”.
A museóloga Andréa Fernandes, professora da Universidade de Brasília (UnB), complementa que esses locais não substituem as escolas, mas oferecem uma abordagem diferenciada. Ela também ressalta a importância de fortalecer as universidades, afirmando que “sem uma formação científica robusta e investimentos em pesquisa, teríamos pouco a mostrar nesses espaços para inspirar novos cientistas”.
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