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Jovem tem AVC ao volante, mas ignora sintomas: “Não demos importância”

Reprodução / Sheila Chingono

Em abril de 2023, a britânica Sheila Chingono, 33 anos, voltava de um casamento com o marido, Ashley, quando sentiu uma sensação incomum de formigamento no braço esquerdo, descrita como “agulhas e alfinetes”.
Ela comentou sobre o incômodo com Ashley, mas o casal não encarou o sintoma como algo grave. A viagem seguiu normalmente, com conversas e até uma parada para comer. Pouco tempo depois, ainda ao volante, o quadro se agravou rapidamente.
Enquanto dirigia, Sheila passou a perder o controle do lado esquerdo do corpo. O braço e a perna não respondiam mais, e o carro começou a subir na calçada durante as curvas.
Ao perceber a gravidade da situação, ela pediu para o marido assumir o volante. Quando Ashley chegou ao banco do motorista, encontrou a esposa caída para o lado, com fala arrastada e dificuldade para se mover.
Mais tarde, ela refletiu sobre o momento inicial dos sintomas: “Não demos importância”, disse ao lembrar que o formigamento foi o primeiro sinal de algo muito mais sério.
Ashley acionou imediatamente o serviço de emergência, e a mulher foi levada ao hospital. Após exames de imagem, os médicos confirmaram o diagnóstico: acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, um tipo de derrame cerebral provocado pelo rompimento de um vaso sanguíneo, que causa sangramento no cérebro.
Segundo o Ministério da Saúde, esse tipo de AVC corresponde a cerca de 15% dos casos e costuma ser mais grave do que o AVC isquêmico, que ocorre por obstrução de artérias. Trata-se de uma emergência médica, em que cada minuto sem atendimento pode aumentar o risco de sequelas permanentes ou morte. Vale ressaltar que esses sinais de AVC surgem de forma repentina e exigem atendimento imediato:
Após o diagnóstico, Sheila Chingono permaneceu quatro semanas internada, entre hospital e unidade de reabilitação. Durante esse período, precisou reaprender movimentos simples, como caminhar e segurar objetos. Inicialmente, dependia de cadeira de rodas e da ajuda constante do marido para atividades básicas do dia a dia.
Com fisioterapia, terapia ocupacional e tratamentos complementares, ela recuperou parte da mobilidade e da força muscular. A fala voltou ao normal, mas a fraqueza no lado esquerdo ainda persiste, exigindo adaptações na rotina.
Hoje, mais de dois anos após o AVC, a mulher atua como embaixadora da organização Different Strokes, que apoia sobreviventes jovens de derrame cerebral.
Ao compartilhar sua história, ela reforça: AVC não é exclusividade de idosos, e sintomas aparentemente leves não devem ser ignorados. O caso evidencia a importância de reconhecer os sinais precoces e buscar ajuda imediata — uma atitude que pode salvar vidas e reduzir sequelas.
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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade