Na última quarta-feira (15/1), a segunda fase da Operação Compliance Zero levou as autoridades a 39 endereços, incluindo o da diretora da Ambipar, Luciana Barca Nascimento. A empresa, que é uma multinacional brasileira, entrou em colapso e solicitou recuperação judicial em outubro de 2025.
Luciana figura em um dos episódios mais críticos da Ambipar, relacionado aos contratos de swap estabelecidos com o Deutsche Bank. A companhia alega que certas cláusulas do acordo causaram um desequilíbrio financeiro. Por outro lado, o banco defende que os documentos foram revisados e assinados por vários executivos da Ambipar, incluindo Luciana.
Conforme reportado anteriormente, a Ambipar é uma das empresas associadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao empresário Nelson Tanure, ambos também investigados na operação que investiga uma suposta fraude financeira envolvendo ativos do Banco Master.
A alegada colaboração entre Tanure e Vorcaro resultou em um processo na Comissão de Valores Imobiliários (CVM). A equipe técnica da autarquia identificou que fundos relacionados ao Banco Master e a Tanure trabalharam em conjunto com o fundador da Ambipar para inflar artificialmente o valor de mercado da empresa.
Esse movimento fez com que as ações da Ambipar disparassem 800% em apenas três meses, beneficiando Tanure, que estava concorrendo pelo leilão da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). As ações valorizadas da Ambipar foram utilizadas por Tanure como garantia em sua negociação com a estatal, especificamente por meio do fundo Phoenix FIP, do qual Tanure é um investidor-chave.
Embora Tanure tenha vencido o leilão, ele acabou perdendo o controle da Emae por não cumprir com os pagamentos. Ao mesmo tempo, a Emae investiu cerca de R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, parte do conglomerado do Banco Master.
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