A Polícia Federal (PF) está investigando um possível vazamento relacionado à operação que resultou em busca e apreensão do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, do empresário Nelson Tanure e de outros 40 indivíduos suspeitos. Tanure foi abordado no aeroporto do Rio de Janeiro, onde estava prestes a embarcar para Curitiba, no Paraná.
Os investigadores estão considerando várias hipóteses, que estão sendo tratadas de forma sigilosa para não prejudicar o andamento das investigações. Segundo informações da coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, a PF apresentou novos indícios que justificaram o pedido para a segunda fase da operação, especialmente em relação à continuidade de atividades suspeitas por parte de Vorcaro.
As alegações incluem gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. A nova fase da investigação visa determinar se o Banco Master utilizou investimentos relacionados ao mercado da Faria Lima para realizar operações financeiras fraudulentas, inflar artificialmente ativos e desviar recursos, como mencionado na coluna. Isso levou à ampliação da operação para outros empresários e gestores vinculados a esses fundos.
O relator do caso, ministro Dias Toffoli, criticou a PF por não cumprir o prazo de 24 horas para iniciar a operação, o que, segundo ele, pode ter prejudicado o curso das investigações. Toffoli destacou que a ordem para cumprimento das medidas cautelares foi emitida em 12 de janeiro, com um prazo explícito de 24 horas para execução, que não foi respeitado. Para o ministro, esse atraso pode ter causado danos à apuração dos fatos e solicitou que a PF justifique o descumprimento.
Toffoli afirmou que a decisão estava fundamentada em fatos recentes e era proporcional à gravidade dos crimes investigados, às circunstâncias do caso e às condições pessoais mencionadas nos autos, considerando suficiente a rapidez da medida e a posterior imposição de outras medidas cautelares, conforme os artigos 319 e 320 do Código de Processo Penal.
O relator expressou sua preocupação não apenas com o descumprimento do prazo, mas também com a possibilidade de que outros envolvidos estejam comprometendo provas essenciais para a resolução do caso, além de criticar a falta de empenho da Polícia Federal em cumprir a ordem judicial, que teve tempo suficiente para planejamento e preparação, o que pode resultar em prejuízos e ineficácia das ações determinadas.