No jogo inaugural de 2026, o Atlético não conseguiu mais do que um empate em 1 a 1 contra o Betim, na Arena MRV, durante o Campeonato Mineiro, realizado neste domingo (11). A equipe alternativa montada por Sampaoli teve como protagonista o meia-atacante Reinier, que se destacou ao lado de alguns jovens talentos, mas o clube ainda enfrenta um problema persistente desde 2025: a carência de um artilheiro.
Devido ao início antecipado do Campeonato Mineiro e com o Campeonato Brasileiro prestes a começar em duas semanas, Sampaoli decidiu dividir o grupo do Atlético, resultando na ausência da maioria dos jogadores mais experientes nesse começo de estadual. A equipe que entrou em campo contra o Betim foi composta basicamente por atletas que tiveram poucas oportunidades em 2025, além de alguns jovens da base. Entre os considerados titulares, apenas Everson, Junior Alonso e Alan Franco foram escalados, enquanto Cuello participou, mas ainda se recupera de uma lesão.
O destaque da partida foi sem dúvida Reinier, que chegou ao clube oriundo do Real Madrid em meados de 2025, mas que até então não havia apresentado um bom desempenho. Ele anotou o gol do Atlético e se mostrou muito ativo, sendo o principal criador de jogadas da equipe.
Outros jogadores que se destacaram foram o zagueiro Vitão, que fez sua estreia como profissional, e o meia Iseppe, que, apesar de não ter se sobressaído, teve uma atuação sólida em relação aos demais.
O início promissor da temporada por parte de Reinier traz esperança para Sampaoli e para o Atlético, mas a falta de um atacante artilheiro no elenco continua a ser um problema crônico. O trio de ataque foi formado por Cuello, Rony e Cadu, nenhum deles com histórico ou reputação de goleadores. Cuello é mais conhecido por sua habilidade em passes e dribles, enquanto Rony começou 2026 da mesma forma que terminou 2025, cometendo decisões equivocadas tanto técnica quanto mentalmente. Murillo, que também fez sua estreia, não teve uma atuação positiva.
Durante a partida contra o Betim, o Atlético viu a bola cruzar a área diversas vezes sem que houvesse alguém capaz de aproveitá-la. Em várias ocasiões, a bola parecia clamar por um chute, mas nenhum atacante estava em posição para isso.
No banco de reservas, Sampaoli contava com Cauã Soares, um centroavante em ascensão e artilheiro do sub-17, mas decidiu não utilizá-lo. A posição de “camisa 9” é uma prioridade para o Atlético no mercado de transferências, e o técnico argentino, que mencionou a necessidade dessa contratação em sua coletiva após o jogo, busca um jogador de alto nível. Até o momento, não há notícias concretas sobre um atleta do tipo já negociado.
Enquanto o Atlético não contar com um artilheiro no time — embora Cauã tenha um bom potencial, ainda é cedo para expectativas — a equipe pode passar por dificuldades, mesmo contra adversários considerados menos fortes, como os do estadual. Muitas oportunidades de bons cruzamentos surgiram, mas sem um finalizador na área, será complicado aproveitá-las.
Na próxima quarta-feira (14), o Galo voltará a campo com o mesmo elenco, ainda sem seus principais jogadores, em Montes Claros, enfrentando o North. Resta saber se surgirá a oportunidade para Cauã Soares e se ele poderá demonstrar que é mais do que uma simples promessa no momento.