Após um evento programado no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Supremo Tribunal Federal (STF) realizará, nesta quinta-feira (8/1), uma programação especial aberta ao público para marcar os três anos dos ataques que resultaram em danos ao prédio da Corte, ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional.
O STF também celebra o que considera um “fortalecimento da democracia”, enfatizando a restauração e reabertura do edifício, concluídas em um tempo recorde. Esta ação integra a campanha “Democracia Inabalada”, que foi lançada durante a gestão da ministra aposentada Rosa Weber, como resposta aos eventos de 8 de Janeiro. O intuito é preservar a memória desse episódio para evitar sua repetição, reconhecer o trabalho daqueles que auxiliaram na recuperação do espaço e reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito.
A programação no STF terá início às 14h30, com a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução” no átrio do Espaço do Servidor. Às 15h, será apresentado o documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, produzido pela TV Justiça, que narra as experiências dos profissionais do STF que presenciaram os ataques e participaram da recuperação do Palácio da Justiça.
Às 15h30, haverá uma roda de conversa com jornalistas que cobriram os acontecimentos e compartilharão suas percepções daquele dia, moderada pela jornalista Gabriela Guerreiro, que era a coordenadora de Imprensa do STF na época. Por fim, às 17h, será realizada uma mesa-redonda intitulada “Um dia para não esquecer”, com a participação de diversos especialistas.
No dia 8 de janeiro de 2023, o edifício-sede do STF, projetado por Oscar Niemeyer, foi invadido e vandalizado durante os ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, resultando na destruição de salas, obras de arte, móveis e equipamentos. Apesar dos estragos, as instalações foram recuperadas e reabertas em 24 dias, tornando-se um símbolo da resistência das instituições democráticas. Três anos após os eventos, o STF já condenou 810 indivíduos envolvidos.
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