O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou nesta terça-feira (6) que a Venezuela atualmente tem uma participação reduzida nas trocas comerciais do Brasil. Ele informou que, em 2025, o Brasil exportou para o país vizinho cerca de US$ 838 milhões e importou US$ 349 milhões, resultando em um total de comércio em torno de US$ 1,2 bilhão.
Alckmin observou que a Venezuela ocupa a 52ª posição no ranking dos destinos das exportações brasileiras. Apesar desse panorama, o vice-presidente expressou sua esperança em uma recuperação da economia venezuelana. “Desejamos que a Venezuela consiga se reerguer, crescer e ampliar suas exportações e importações”, afirmou.
Ele recordou que, na década de 1960, a Venezuela era uma das economias mais robustas da América do Sul, representando mais de 12% do PIB da região. Alckmin também ressaltou que o país possui vastas reservas de petróleo, mas enfatizou que a expansão da exploração exige investimentos e não é um processo imediato.
“A Venezuela tem grandes reservas de petróleo, mas isso não se resolve da noite para o dia. É necessário investimento. Além disso, o preço do barril é influenciado por fatores geopolíticos, conflitos e guerras”, comentou.
O vice-presidente também mencionou que as exportações de petróleo do Brasil devem aumentar em 2026, impulsionadas pela elevação da produção no pré-sal. “Estamos otimistas”, afirmou. Além do petróleo, ele destacou que os principais produtos exportados pelo Brasil incluem minério de ferro, soja, carne e açúcar.
Alckmin acrescentou que há expectativas de crescimento na produção de petróleo nos próximos anos, embora a Margem Equatorial ainda demande mais tempo para ser totalmente operacionalizada.
* Informações com Estadão