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Calor intenso: entenda quando a temperatura se torna uma emergência para a saúde

Anderson Coelho/Getty Images

Uma intensa onda de calor que começou na véspera de Natal (24/12) no Rio de Janeiro tem levado, em média, 450 pessoas diariamente a buscar atendimento médico de urgência devido às altas temperaturas. A gravidade da situação na capital fluminense e nas cidades vizinhas fez com que o governo do Estado reconhecesse o calor extremo como uma emergência em saúde pública.

Essa declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (29/12), onde a secretária de Estado de Saúde, Cláudia Mello, revelou que as medidas foram implementadas para proteger a população dos riscos associados ao calor intenso. A ameaça representada por essas altas temperaturas é tão preocupante que o calor extremo pode ter consequências fatais.

As ondas de calor podem se transformar em emergências de saúde pública especialmente quando atingem o nível 3, que indica condições de calor extremo, com temperaturas variando entre 36º e 40º C por três dias consecutivos, e a sensação térmica pode chegar a quase 50º C. Até o momento, não há previsão de alívio nas temperaturas para os moradores do Rio.

A Defesa Civil do Rio de Janeiro divulgou uma série de recomendações para lidar com o aumento extremo das temperaturas na cidade. Como parte da resposta a essa emergência, o governo estadual formou uma força-tarefa que atua em diversas áreas, incluindo equipes de motolâncias (paramédicos em motocicletas) que foram espalhadas pela cidade para intervenções rápidas. Também foram estabelecidos prontos-socorros em UPAs com foco em reidratação e suporte hídrico.

O plano do estado ainda prevê a distribuição de 10 mil litros de água em locais de grande circulação, como parques e principais estações de transporte público. Além disso, o governo se comprometeu a emitir alertas diários e orientações para os municípios que enfrentarem previsões de temperaturas elevadas.

Para enfrentar o calor, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas mantenham uma hidratação adequada, evitem atividades físicas e a exposição ao sol durante os horários mais quentes do dia. O uso de roupas leves, confeccionadas com tecidos que permitam a transpiração, é altamente aconselhável. Também é importante evitar a exposição direta ao sol.

A população deve se abster de realizar atividades ao ar livre entre 10h e 17h. Os sintomas mais comuns incluem tontura, fraqueza e desmaios, que podem surgir devido à exposição prolongada ao sol. Para aqueles que se aventuram ao ar livre, os sinais de queimadura solar costumam aparecer de duas a seis horas após a exposição.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade