O ano de 2025 apresentou diversos desafios para a indústria cinematográfica, com várias produções se destacando pela falta de sucesso, tanto em termos de público quanto de crítica. Até mesmo franquias renomadas e projetos de grande orçamento figuram entre os piores lançamentos do ano.
Durante esse período, uma série de filmes ambiciosos não conseguiu atingir as expectativas, resultando em prejuízos significativos e descontentamento nos estúdios. O Metrópoles reuniu as principais falhas do ano e analisa os fatores que contribuíram para o seu fracasso.
Um dos grandes insucessos nos cinemas foi o live-action da clássica animação da Disney de 1937, Branca de Neve. Envolto em controvérsias, o filme obteve um desempenho de bilheteira decepcionante, arrecadando cerca de 205 milhões de dólares, um valor que não cobre o orçamento previsto de 250 milhões de dólares.
Além disso, o longa foi mal recebido pela crítica, alcançando apenas 39% de aprovação no Rotten Tomatoes e enfrentando uma onda de avaliações negativas no IMDB, conhecida como review bomb, onde usuários buscam prejudicar a reputação de um filme.
O insucesso do filme também foi acentuado por polêmicas relacionadas a escolhas criativas, como a contratação da atriz Rachel Zegler para o papel principal e a decisão de representar os Sete Anões por meio de CGI, ao invés de utilizar atores reais.
Outro filme que não obteve o sucesso esperado foi a cinebiografia do lutador Mark Kerr, estrelada por Dwayne Johnson. Embora tenha recebido uma crítica razoável, com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção falhou nas bilheteiras, arrecadando apenas 6,1 milhões de dólares globalmente, bem abaixo do orçamento de 50 milhões.
Nas Terras Perdidas, uma adaptação de histórias escritas por George R.R. Martin, também enfrentou dificuldades, apresentando uma aprovação de apenas 24% no Rotten Tomatoes e uma arrecadação de 5 milhões de dólares contra um orçamento de 55 milhões.
A cinebiografia de Christy Martin, a pioneira do boxe feminino nos anos 90, também não se saiu bem nas bilheteiras dos EUA. Apesar de uma trama impactante que agradou 66% dos críticos, a produção teve uma das piores estreias do ano. Adicionalmente, o filme foi lançado em meio a controvérsias envolvendo a atriz Sydney Sweeney, que se viu associada a discursos racistas, o que prejudicou a promoção do longa.
O filme que marca a estreia de Sam Wilson (Anthony Mackie) como o novo Capitão América no Universo Cinematográfico da Marvel também não conseguiu cativar o público. Com uma arrecadação de 415 milhões de dólares, o resultado foi insatisfatório em comparação com as expectativas. O filme também recebeu críticas negativas, com 46% de aprovação no Rotten Tomatoes, empatando com Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023).
O novo filme da franquia Tron, apesar de contar com um elenco renomado como Jared Leto e Greta Lee, também entrou para a lista de fracassos, arrecadando 142 milhões de dólares com um orçamento de 180 milhões. O enredo que explorava o encontro da humanidade com seres de Inteligência Artificial não agradou a crítica, resultando em uma aprovação de 53% no Rotten Tomatoes.
A Pixar também teve sua animação Elio entre os insucessos do ano. Embora tenha sido bem recebida pela crítica, com 83% de aprovação, a arrecadação ficou em torno de 154 milhões de dólares, um valor apenas ligeiramente superior ao orçamento de 150 milhões de dólares.
A sequência de um popular filme de terror não conseguiu impressionar a crítica, recebendo apenas 16% de aprovação no Rotten Tomatoes, que destacou a repetição de fórmulas e tentativas falhas de sustos.
Por fim, The Electric State, dirigido pelos Irmãos Russo e lançado exclusivamente na Netflix, também ficou aquém das expectativas. Com um orçamento superior a 320 milhões de dólares, o filme, que retrata uma realidade distópica com uma jovem em busca de seu irmão, foi mal avaliado pela crítica, obtendo apenas 14% de aprovação no Rotten Tomatoes.
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