Neste sábado (27/12), a Polícia Federal (PF) está realizando a execução de 10 mandados de prisão domiciliar direcionados a indivíduos condenados por envolvimento na tentativa de golpe contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em oito estados. A operação ocorre um dia após a prisão de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Paraguai, enquanto tentava escapar. Ele é um dos condenados na referida investigação e já foi entregue à PF.
Os mandados visam, entre outros, Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli. As prisões estão sendo realizadas em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal. Além de Denicoli, outros cinco militares também são alvos da operação, e a PF está colaborando com o Exército Brasileiro em algumas das ações.
As ordens foram emitidas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que é o relator do caso. Além da execução das prisões domiciliares, foram impostas restrições aos alvos, como a proibição de uso de redes sociais, contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de autorizações de porte de arma e a proibição de visitas.
Após a tentativa de fuga de Silvinei, Moraes estabeleceu essas medidas contra outros condenados vinculados ao processo de tentativa de golpe na Primeira Turma da Corte. Os indivíduos abrangidos pertencem aos núcleos dois, três e quatro da investigação.
O núcleo dois inclui aqueles condenados por monitorar autoridades e tentar interferir na votação dos eleitores durante as eleições de 2022. O núcleo três é composto por militares, conhecidos como “kids pretos”, que foram condenados por planejar ações de neutralização contra figuras públicas, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Já os membros do núcleo quatro foram acusados de propagar desinformação e atacar autoridades.
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