A Comissão Nacional de Saúde da China deu sinal verde para a produção de um novo ingrediente alimentar à base de micoproteína, extraída de fungos microscópicos através de um processo de fermentação. Além de permitir seu consumo em todo o território chinês, a comissão definiu diretrizes rigorosas sobre a fabricação, rotulagem e utilização dessa proteína fúngica.
A micoproteína aprovada é derivada do fungo Fusarium venenatum e será produzida pela Fushine Bio, uma empresa de biotecnologia que teve permissão para produzir até 200.000 toneladas anualmente. Dados oficiais indicam que essa proteína pode ser até 1.000 vezes mais eficiente em termos de produção de biomassa quando comparada à carne convencional, além de ter um impacto ambiental significativamente reduzido.
Mas o que é exatamente a micoproteína e por que ela ganhou destaque? Especialistas explicam que essa proteína é obtida a partir do micélio do fungo, cultivado em tanques fechados por meio da fermentação de biomassa, utilizando água e fontes simples de carbono, como a glicose. Ao contrário da pecuária, esse método não requer vastas áreas de terra, pastagens ou o uso de antibióticos, e também diminui drasticamente o consumo de água e as emissões de gases de efeito estufa.
Uma das principais dúvidas sobre a aprovação da micoproteína era a sua qualidade nutricional; no entanto, ela se destaca por ser uma proteína completa, com aminoácidos essenciais, alto teor de fibras, baixos níveis de gordura e ausência de colesterol. Sua textura fibrosa permite que imite a carne, tornando-a ideal para a elaboração de produtos como nuggets, almôndegas e bifes vegetarianos, entre outros.
A Comissão Nacional de Saúde da China também aprovou várias cepas dessa proteína, considerando-as uma alternativa promissora à proteína animal, desde que produzidas em condições adequadas.
A Fushine Bio oferecerá seu produto, FuNext, em três formatos distintos:
– Uma versão úmida, projetada para alimentos estruturados.
– Um pó seco, ideal para alimentos funcionais e suplementos.
– Um corte inteiro, com textura similar à carne.
Embora esse tipo de proteína já esteja disponível em alguns mercados internacionais, a China decidiu implementar normas nacionais detalhadas para sua produção, que abrangem requisitos de composição, processos de fabricação e advertências específicas para grupos vulneráveis, como crianças e gestantes. As informações são oriundas do jornal El Tiempo.