O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém a alerta para oito estados do Brasil em razão de uma severa onda de calor, que tem registrado temperaturas até 5°C acima da média histórica. O aviso laranja abrange todos os estados da região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo), além do norte do Paraná, o extremo leste de Santa Catarina, o sul de Goiás e o leste do Mato Grosso do Sul.
Este alerta é válido até as 18h da próxima sexta-feira (26). A persistência de uma massa de ar quente e seco impede a chegada de frentes frias, resultando em níveis críticos de umidade do ar, que variam entre 30% e 45% em diversas áreas.
Os efeitos desse fenômeno foram particularmente intensos no Natal. Na cidade de São Paulo, os termômetros marcaram 35,9°C na quinta-feira (25) na estação do Mirante de Santana, estabelecendo um novo recorde para dezembro nos últimos 64 anos, superando a marca anterior de 35,6°C, registrada em 1961. Além disso, essa temperatura também ultrapassou o dia mais quente de 2025, que havia sido em outubro, com 35,1°C.
O calor extremo também afetou o abastecimento de água. O governo paulista emitiu um alerta para a redução imediata do consumo, uma vez que a demanda aumentou até 60% em algumas áreas, colocando pressão nos níveis dos mananciais que servem a Grande São Paulo.
No Rio de Janeiro, a sensação térmica e os máximos de 41°C sobrecarregaram o sistema de saúde, com a rede de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrando 973 atendimentos possivelmente relacionados ao calor entre os dias 23 e 24 de dezembro. Os sintomas mais comuns foram tontura, fraqueza e desmaios. Todos os 92 municípios do estado estão sob aviso de calor excessivo, com 22 cidades enfrentando níveis severos ou extremos. Além do estresse térmico, houve um aumento significativo nos casos de queimaduras solares.
As autoridades de saúde alertam a população para aumentar a ingestão de água e sucos naturais, evitar bebidas alcoólicas e não se expor diretamente ao sol entre 10h e 16h. O uso de protetor solar, roupas leves e chapéus é recomendado, especialmente para crianças e idosos.
Enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste enfrentam ar seco, a Região Sul está em alerta para tempestades severas. No Rio Grande do Sul, a previsão é de que as chuvas possam ultrapassar 300 mm em uma semana, acompanhadas de rajadas de vento acima de 100 km/h e possibilidade de queda de granizo, evidenciando o contraste meteorológico extremo que o país enfrenta.