Benito Romano Fantoni, ex-jogador que fez história no Cruzeiro e Atlético nas décadas de 1950 e 1960, faleceu nesta sexta-feira (26/12), aos 94 anos. O velório será realizado neste sábado (27/12), no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte, das 8h às 11h, seguido do enterro. Não foi divulgada a causa de seu falecimento.
Benito, que recebeu o nome em homenagem ao ditador italiano Benito Mussolini (1883-1945), pertencia a uma família com forte ligação ao futebol mineiro, especialmente ao Cruzeiro, que na época era conhecido como Palestra Itália. Ele é filho de Ninão (João Fantoni, 1905-1982), o sexto maior artilheiro da história do Cruzeiro, com 159 gols, e sobrinho de Niginho (Leonídio Fantoni, 1912-1975), que ocupa a terceira posição na lista dos maiores goleadores do clube, com 208 gols, além de Orlando Fantoni (1917-2002), outro centroavante que deixou sua marca na Raposa.
Benito nasceu em Roma no dia 3 de junho de 1931, durante a passagem de seu pai pela Lazio. Sua carreira no futebol começou nas categorias de base do Cruzeiro em 1949. Em 1951, após cumprir o serviço militar, mudou-se para a Venezuela, onde jogou pelo Universidade de Caracas.
No Brasil, atuou pelo Vasco entre 1953 e 1954, e passou pelo Canto do Rio em 1955. No cenário mineiro, defendeu o Atlético de 1956 a 1959, conquistando os campeonatos estaduais de 1956 e 1958. Pelo Cruzeiro, onde iniciou sua trajetória, foi bicampeão mineiro nos anos de 1960 e 1961.
Após encerrar sua carreira em 1965 no Renascença, Benito teve uma breve passagem pelo Deportivo Itália na Venezuela antes de se afastar dos campos. Depois de pendurar as chuteiras, ele atuou como auxiliar técnico para Yustrich, Carlos Alberto Silva e Procópio, além de trabalhar nas categorias de base de Cruzeiro e Atlético.