Na última quinta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que pediu à Controladoria-Geral da União (CGU) a abertura de um processo administrativo para responsabilizar e expulsar um servidor federal filmado agredindo uma mulher e seu filho. Em um post nas redes sociais, Lula chamou o incidente de “inaceitável” e enfatizou a seriedade da situação por envolver um servidor público.
“A ocorrência é inaceitável e exige uma resposta contundente do Poder Público, uma vez que se trata de um servidor federal”, declarou Lula. Sua manifestação se deu após a divulgação de vídeos que mostram o auditor da CGU, David Cosac Júnior, atacando com socos, tapas e chutes uma mulher e a criança dela no prédio onde reside, em Águas Claras, no Distrito Federal.
O presidente também informou que ordenou ao controlador-geral da União, Vinícius de Carvalho, a abertura imediata de uma investigação interna para esclarecer os fatos e promover a expulsão do servidor. “Não vamos ignorar os agressores de mulheres e crianças, independentemente de onde estejam ou das posições que ocupem. Um servidor público deve ser um exemplo de conduta tanto dentro quanto fora do ambiente de trabalho”, enfatizou.
Nas últimas semanas, Lula tem reforçado seu compromisso no combate à violência contra a mulher, especialmente em um contexto de aumento dos casos de feminicídio no Brasil.