Jeverson Olmiro Lopes Goulart, um policial militar aposentado de 60 anos do Rio Grande do Sul, foi capturado em uma pousada em Angra dos Reis, na Costa Verde do estado do Rio de Janeiro. Ele estava sob um mandado de prisão por ter sido sentenciado a 46 anos de encarceramento em outubro, em decorrência da morte de seu sobrinho de apenas 12 anos, ocorrida em 2016.
A prisão foi efetuada na terça-feira (23), no bairro Parque Mambucaba, um dia após o Disque Denúncia lançar um apelo público em busca de informações sobre seu paradeiro. Segundo a Polícia Militar do Rio, agentes do 33º BPM (Angra dos Reis) localizaram o ex-policial com base nas dicas recebidas. Durante a abordagem, foram encontrados em sua posse dinheiro, um celular e um notebook. O caso foi encaminhado à 166ª DP da cidade.
O advogado Marcos Vinícius Barrios, que atua como assistente de acusação, comentou que a prisão, ocorrida um dia antes do Natal, possui um significado simbólico importante. “Embora não possa trazer de volta a vida que se perdeu, possibilita que uma mãe em luto comece a seguir em frente com um pouco mais de dignidade e leveza.” Ele também expressou a expectativa da família da vítima de que Jeverson seja levado de volta ao Rio Grande do Sul para cumprir sua pena.
Sobre o caso do jovem Andrei
No final de outubro, uma sentença no Foro Central I, em Porto Alegre, declarou Jeverson culpado por homicídio duplamente qualificado e por estupro de vulnerável em relação a seu sobrinho. A vítima, Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, foi encontrada morta com um tiro na cabeça no quarto que compartilhava com o tio. A arma utilizada no crime pertencia a Jeverson, que na época era tenente da Brigada Militar.
Segundo as investigações e a denúncia do Ministério Público, o ex-policial teria abusado sexualmente do sobrinho antes de disparar enquanto o menino dormia. Para encobrir o ato, ele supostamente alterou a cena do crime e deixou um bilhete que pretendia atribuir à criança, simulando um suicídio. No entanto, a perícia constatou que a escrita não era compatível com a da vítima.
Informações do Poder Judiciário gaúcho revelam que Cátia Goulart, irmã do réu e mãe da vítima, prestou depoimento por cinco horas, juntamente com outras quatro testemunhas. A acusação solicitou a condenação de Jeverson, enquanto a promotora Lúcia Helena Callegari destacou inconsistências nos testemunhos do ex-policial, além de evidências técnicas que, segundo o Ministério Público, sugeriam manipulação da cena do crime.
Após o julgamento, a Justiça do Rio Grande do Sul emitiu um mandado de prisão por homicídio duplamente qualificado e estupro de vulnerável, estabelecendo uma pena de 46 anos de reclusão em regime fechado. As informações foram coletadas de fontes como CNN, O Globo e g1.