O sertanejo continua a ser o gênero predominante nas rádios brasileiras em 2025. A dupla Diego e Victor Hugo, que já havia alcançado grande sucesso em 2021 com a música “Facas”, agora se destaca novamente no topo do ranking com seu novo sucesso. De acordo com informações da Connectmix, uma empresa que monitora as emissoras de rádio FM em todo o Brasil, a canção “Tubarões” foi a mais tocada do ano, com um total de 696.342 execuções.
Simone Mendes também manteve seu êxito do ano anterior. Em relação a 2024, ela subiu uma posição e fez sucesso com o hit “Me Ama ou Me Larga”, parte do projeto “Cantando Sua História 2”. Além disso, ela colaborou com o grupo Menos é Mais na música “P De Pecado”.
Sete das dez primeiras colocações do ranking são ocupadas por artistas sertanejos. Curiosamente, uma música em inglês, “Die With a Smile”, de Bruno Mars e Lady Gaga, também figurou entre as dez mais ouvidas do ano.
Ao compararmos os dados da Connectmix com as dez faixas mais populares do Spotify, percebe-se que o funk teve uma presença limitada nas rádios em 2025. No Spotify, o gênero está representado por canções como “Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim”, “Fui Mlk” e “Famosinha”, enquanto nas rádios não há nenhuma música funk entre as dez mais tocadas.
É importante ressaltar que as músicas que fazem sucesso em vídeos nas redes sociais nem sempre correspondem às mais ouvidas nas rádios e plataformas de streaming. O hit viral “Feiticeira”, de MC GW, MC Rodrigo do CN, MC Jhey, MC Nito e Pedro Sampaio, por exemplo, foi um grande sucesso nos últimos três meses, mas não aparece nas listas.
Outro aspecto a considerar é que estar em destaque em premiações, programas de TV ou podcasts não garante que um artista seja o mais ouvido. O pernambucano João Gomes, que se uniu ao cantor Jota.pê e ao sanfoneiro Mestrinho, foi indiscutivelmente um dos destaques do ano. Ele conquistou um Grammy Latino, o Prêmio Multishow, foi nomeado Homem do Ano na Música no “Men of The Year” da GQ Brasil e acumulou milhares de ouvintes mensais, mas não figurou em nenhuma das listas mencionadas.
Por fim, é importante observar que “ser o mais ouvido” não está necessariamente ligado à “qualidade” musical. Os dados apresentados nos ajudam a entender quais são os sons que fazem parte do cotidiano dos brasileiros em meio à diversidade de gêneros musicais.