O ano de 2026 inicia-se sem taxas adicionais na fatura de energia elétrica, mas com algumas advertências à vista. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que, em janeiro, a bandeira tarifária será verde, o que significa que não haverá cobranças extras para os consumidores.
Conforme a Aneel, mesmo com chuvas abaixo do esperado no começo da temporada chuvosa, os níveis dos reservatórios se mantiveram estáveis durante novembro e dezembro, o que diminuiu a necessidade de recorrer às usinas termelétricas, que tendem a onerar mais o consumidor. Essa estabilidade foi crucial para que o sistema elétrico pudesse operar de maneira favorável, permitindo a implementação da bandeira verde e proporcionando um alívio financeiro aos consumidores no início do ano.
Entretanto, as previsões climáticas sugerem que o primeiro trimestre de 2026 poderá ser mais complicado. O modelo climático CFSv2, da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), aponta para temperaturas superiores à média em grande parte do país, exceto nas regiões mais ocidentais do Norte. Isso pode resultar em um aumento no consumo de eletricidade, gerando mais pressão sobre os reservatórios.
Além disso, as mesmas previsões indicam um cenário hidrológico desfavorável, com chuvas abaixo do normal nas regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Em contrapartida, a região Norte e partes da Sudeste (áreas centrais e costeiras) devem experimentar precipitações acima da média.
Nesse cenário, o alívio proporcionado em janeiro pode ser passageiro, e uma possível alteração na bandeira tarifária para fevereiro ou março — com a possibilidade de retorno à bandeira amarela — dependerá da interação entre as condições climáticas, o nível de consumo e a administração dos reservatórios.