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Bertha Maakaroun | Quais as chances de discussões políticas na ceia de Natal deste ano?

Roberta Oliveira / Itatiaia

Você já parou para pensar que a política é uma das poucas esferas da vida humana que exige interação? É um campo que não se explora sozinho. E, claro, sempre há uma pitada de desconfiança permeando as conversas. Especialmente se você for de Minas Gerais, conforme a tradição local. Diz a lenda que quando dois políticos mineiros se encontram em uma estação, a conversa segue mais ou menos assim: “Para onde você está indo?”, pergunta um. O outro responde: “Vou para Barbacena”. E é nesse ponto que o primeiro rebate: “Acha que me engana? Você diz que vai para Barbacena apenas para me fazer pensar que o seu destino é Juiz de Fora, mas na verdade você vai mesmo é para Barbacena!” Você se reconhece nessa situação?

Talvez uma dose de desconfiança nas palavras possa contribuir para um encontro natalino mais harmonioso. Especialmente em tempos em que uma simples frase mal colocada pode acionar uma série de ofensas. Não é à toa que pesquisas indicam que cerca de 25% dos brasileiros têm algum tipo de apreensão em relação a essas reuniões familiares. Isso se deve ao fato de que as convicções políticas mais arraigadas influenciam não só a percepção de mundo, mas também a maneira como as pessoas analisam suas finanças. Quer um exemplo? Uma pesquisa da Genial Quaest, divulgada recentemente, revela que, em média, 50% dos entrevistados afirmam que planejam comprar menos presentes este ano, enquanto 46% pretendem manter ou até aumentar os gastos em comparação a 2024. Quando se observa apenas os eleitores de Jair Bolsonaro, 65% indicam que comprarão menos presentes; já entre os eleitores de Lula, esse percentual cai para 33%. Se até as percepções financeiras, um dos aspectos mais sensíveis do ser humano, são moldadas pelas crenças políticas, o que dizer das relações familiares?

Se você faz parte dos 24% dos brasileiros que temem que a política estrague suas celebrações de Natal, relaxe. Em dezembro de 1914, período que deu início à Primeira Grande Guerra Mundial, até mesmo os franceses e ingleses de um lado e os alemães do outro lado das trincheiras conseguiram promover um cessar-fogo espontâneo e confraternizar. Essa história é retratada no filme “Feliz Natal”, dirigido pelo cineasta francês Christian Carion, lançado em 2006.

Se até eles, com armas em punho, conseguiram encontrar um momento de paz, por que nós, que frequentemente nos deparamos com disputas verbais sem refletir sobre nossos interesses nessas contendas, não poderíamos? Vinicius de Moraes, em uma provocação aos escritores mineiros na década de 40 do século passado, disse: “Os preconceitos vos abafam como o ar da seca” (…) “por que não vos libertais?” A minha sugestão? Assistam a “Feliz Natal”, o filme, e que todos nós possamos ter um Natal alegre.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade