Para aqueles que não terão a oportunidade de adquirir um peru para a ceia natalina deste ano, o Chester e o Fiesta se apresentam como alternativas mais acessíveis. Mas o que faz com que esses frangos sejam maiores do que os que costumamos encontrar ao longo do ano?
Esses produtos, pertencentes às marcas Perdigão e Seara, na verdade, são frangos que passaram por um cuidadoso processo de seleção genética, resultando em um tamanho superior.
Diferentemente dos frangos convencionais, os destinados às festividades de Natal não são criados para reprodução, sendo exclusivamente preparados para o abate, o que exige que os criadores reiniciem o processo de linhagem a cada ano.
Enquanto nos perus a fêmea desempenha um papel central, apenas os machos são utilizados na produção do Chester e do Fiesta, visto que apresentam um crescimento mais acentuado. As fêmeas, por sua vez, acabam sendo comercializadas como frangos comuns.
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A seguir, explicaremos o processo de seleção genética que torna esses produtos tão especiais.
🍗 O Segredo do Frango Gigante
Os frangos de Natal superam em tamanho aqueles que adquirimos habitualmente.
Para alcançar essa dimensão, os criadores dedicam cerca de um ano à reprodução de linhagens genéticas específicas, conforme explica Elsio Figueiredo, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Suínos e Aves.
O Chester, um dos mais conhecidos dessa categoria, apresenta a característica de ter um peito volumoso. A seleção desse traço inicia-se com os bisavós da linhagem.
Quatro variedades são selecionadas para a reprodução, cada uma identificada por uma letra (A, B, C e D). Cada linhagem possui características distintas, como um peito maior, melhor conversão de ração em peso, capacidade de produção de ovos, entre outras.
Com base nessa seleção, as linhagens são cruzadas até que se forme a geração ABCD, que é o frango comercializado para as celebrações. Confira também:
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