Desde o último domingo, o novo comercial das Havaianas está gerando intensos debates no Brasil. Nele, a atriz Fernanda Torres expressa seu desejo de que todos os brasileiros entrem em 2026 com os dois pés. No entanto, sua declaração inicial provocou polarização entre os cidadãos. Ao afirmar: “desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito…”, a discussão sobre sua influência nos eleitores começou. Estaríamos diante de uma propaganda subliminar?
Parece que houve uma mudança em nossa percepção. Em 2014, duas campanhas foram veiculadas antes da Copa do Mundo, abordando temas que poderiam ser mal interpretados, mas não houve reações. Não me recordo de qualquer repúdio…
Um exemplo foi a Vivo, que colocou o técnico da seleção em um avião, interagindo com um ator que o alertava para não se sentar na cadeira 13, que trazeria azar. Coincidência ou não, 13 era o número do partido da então presidente Dilma Rousseff.
A própria Havaianas já havia brincado com a temática dos pés em um comercial anterior, onde o jogador Romário presenteava Diego Maradona com o pé esquerdo de suas sandálias, ficando com o direito. O comercial terminava com a frase: “O pé direito é nosso!” E as reações negativas? Inexistentes…
É curioso notar que, em um ano eleitoral, esses comerciais passaram pelo crivo do público sem maiores problemas. Isso levanta a questão de que talvez tenhamos nos tornado mais críticos em relação a conceitos e mensagens. Como já foi dito, a comunicação se forma na mente de quem escuta, e não de quem fala.
O que se percebe é que nossa forma de pensar evoluiu. Hoje, cada ponto é uma letra. Fomos mais ingênuos no passado…