Na noite desta segunda-feira, 22, o Brasil testemunhou o fracasso do seu primeiro lançamento comercial de um foguete. O HANBIT-Nano, projetado pela empresa sul-coreana Innospace, enfrentou uma anomalia logo após a decolagem, resultando na interrupção do voo, conforme relatado pela Força Aérea Brasileira (FAB).
A transmissão ao vivo do evento, realizada no YouTube pela Innospace, foi abruptamente interrompida poucos segundos após a decolagem. Antes do corte, foram capturadas imagens que sugeriam uma explosão iminente. Em seguida, a empresa divulgou um comunicado em inglês, informando sobre uma “anomalia durante o voo”.
A FAB comunicou que equipes da Aeronáutica e do Corpo de Bombeiros do CLA foram deslocadas para o local com o objetivo de investigar os destroços e a área do impacto. A Força Aérea assegurou que todas as etapas sob sua responsabilidade, incluindo segurança, monitoramento e coleta de dados, foram realizadas conforme o planejado e de acordo com as normas internacionais do setor espacial.
“A FAB, juntamente com o Corpo de Bombeiros do CLA, já enviou uma equipe para avaliar os destroços e a área afetada. Todas as ações sob a coordenação da FAB, que envolvem segurança, monitoramento e coleta de dados, foram executadas rigorosamente conforme o planejamento, garantindo um lançamento controlado e em conformidade com os padrões internacionais do setor espacial”, declarou a nota.
As razões para a falha ainda estão sendo investigadas. A equipe técnica da Innospace está analisando os dados do voo em colaboração com a FAB e outros órgãos envolvidos na operação, denominada Spaceward. Não houve registros de feridos.
O lançamento do HANBIT-Nano seria um marco, representando o primeiro voo orbital comercial a partir do Brasil, destacando o potencial do Centro de Lançamento de Alcântara para empresas privadas internacionais.