A Polícia Federal (PF) submeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um laudo pericial referente à condição de saúde do general Augusto Heleno, após a defesa alegar que o militar sofre de Alzheimer. O ministro Alexandre de Moraes havia concedido um prazo adicional para que a PF apresentasse suas conclusões, mas o laudo foi finalizado antes da data limite, prevista para 26 de dezembro.
Nesta segunda-feira (22/12), o documento foi inserido na movimentação da Execução Penal de Heleno, mantendo-se sob sigilo. A análise feita pela PF surgiu em decorrência de informações contraditórias sobre a data do diagnóstico de Alzheimer mencionada pelo general, que foi condenado por envolvimento em uma ação de tentativa de golpe, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os advogados de Heleno solicitaram que ele fosse transferido para prisão domiciliar devido ao seu quadro de Alzheimer, um pedido que contou com o apoio do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Entretanto, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, identificou inconsistências nas informações fornecidas por Heleno e sua defesa. Ao ser detido, o general afirmou aos médicos do Exército que havia sido diagnosticado com a doença em 2018, enquanto sua defesa alegou que o diagnóstico ocorreu apenas em janeiro deste ano. Diante dessa discrepância, Moraes determinou que a PF realizasse as investigações necessárias.
A perícia de Heleno foi realizada no Comando Militar do Planalto (CMP) no dia 12 de dezembro, com o objetivo de avaliar a condição de saúde do general, envolvendo anamnese, exame físico e inspeção do local de custódia. Atualmente, Heleno está detido no mesmo estabelecimento, embora em celas distintas, que o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, também condenado pela mesma trama golpista. O laudo foi entregue, mas ainda não foram divulgados detalhes sobre suas conclusões.