Nesta semana, a Conmebol adotou uma ação disciplinar ao determinar que o narrador uruguaio Carlos Javier Moreira Echague está proibido de participar de eventos organizados pela entidade por tempo indeterminado. O jornalista, que trabalha para o canal “Pasión Tricolor” e é associado ao Nacional (URU), recebeu a punição após fazer comentários racistas direcionados aos torcedores do Internacional durante a partida ocorrida na última terça-feira (23/4) no Estádio Beira-Rio, que fazia parte da fase de grupos da Sul-Americana.
O incidente se deu logo após o Internacional marcar um gol de empate, com Fernando balançando as redes. Durante a transmissão, Moreira Echague reagiu aos gritos de protesto da torcida do Inter com ofensas raciais, afirmando: “Eles gritaram gol para nós e depois se cagaram. Você veio gritar gol para nós e se cagou. Assim são esses macacos.”
Essa declaração foi feita ao vivo pela transmissão que cobre exclusivamente o Nacional. O canal posteriormente divulgou um comunicado pedindo desculpas e confirmou que o narrador seria afastado de suas funções.
A Conmebol, por sua vez, se manifestou após tomar conhecimento do ocorrido pelas redes sociais e enviou um e-mail oficial informando sobre a suspensão do credenciamento do narrador “em partidas organizadas pela entidade por prazo indeterminado”.
Não foi apenas o narrador que se envolveu em um caso de racismo na noite do jogo. Um torcedor uruguaio de 29 anos também foi preso em flagrante no Beira-Rio, sendo filmado ao imitar um macaco em direção à torcida do Internacional. O homem, residente em Trinidad — uma cidade a cerca de 190 km de Montevidéu —, foi detido pela Brigada Militar e levado à delegacia para os procedimentos legais.
As ações contra o narrador e a detenção do torcedor se somam a uma série de incidentes racistas recentes em competições de clubes sul-americanos, o que tem gerado um debate crescente sobre a necessidade de medidas disciplinares e campanhas de conscientização nos torneios da Conmebol.