Neste domingo (21), a equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) emitiu um comunicado no qual explica a cirurgia que ele realizará para corrigir uma hérnia inguinal bilateral, afetando ambos os lados da virilha. A operação foi autorizada na sexta-feira (19) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma avaliação da Polícia Federal (PF) que indicou a necessidade do procedimento, embora não em caráter emergencial.
De acordo com o cirurgião geral Claudio Birolini e o cardiologista Leandro Echenique, exames revelaram que uma parte do intestino estava se projetando para fora da parede abdominal durante a manobra de Valsalva, que aumenta a pressão interna do abdômen. “Com base nos achados clínicos e de imagem, ele será submetido ao procedimento cirúrgico conhecido como herniorrafia inguinal bilateral”, afirmam os especialistas no comunicado.
Está previsto que Bolsonaro seja internado, além de passar por um procedimento denominado “bloqueio anestésico do nervo frênico”, que é responsável pelo movimento do diafragma. Essa intervenção visa controlar soluços persistentes que não melhoraram com o tratamento medicamentoso. “Dada a presença de soluços persistentes e que não responderam ao tratamento medicamentoso, está agendada a realização do bloqueio anestésico do nervo frênico durante o período de internação, com o intuito de reduzir as crises de soluços”, explicam os médicos.
No entanto, os profissionais não divulgaram a data da cirurgia, que será informada pelos advogados de Bolsonaro ao STF para que Moraes possa organizar a logística do procedimento.