O câncer de bexiga é um dos tipos mais frequentes de tumores urológicos, caracterizando-se pelo crescimento anormal de células na parede da bexiga, que tem a função de armazenar urina. Esta condição é mais comum entre homens, especialmente aqueles com mais de 65 anos, embora também possa afetar mulheres.
O tabagismo é o principal fator de risco associado a essa doença, estando presente em cerca de 50% dos casos diagnosticados. Além disso, a exposição a produtos químicos em ambientes de trabalho (como corantes, solventes e derivados do petróleo), infecções urinárias crônicas, irritações recorrentes na bexiga, uso prolongado de determinados medicamentos, histórico familiar e predisposição genética também são considerados agravantes.
Os sintomas costumam se manifestar no início da doença, sendo o sinal mais notável a presença de sangue na urina. Contudo, como esses sintomas podem se assemelhar aos de infecções urinárias, especialmente em mulheres, o diagnóstico pode ser tardio, o que pode atrasar o início do tratamento.
Segundo o urologista Rafael Buta, quando o câncer é identificado em sua fase inicial, as chances de cura são elevadas, dado que o tumor ainda não atingiu camadas mais profundas da bexiga. O principal risco do diagnóstico tardio é o avanço da doença. “Os tipos de câncer que penetram profundamente na bexiga, comprometendo a camada muscular, requerem quimioterapia e cirurgia para remoção da bexiga, a fim de aumentar as chances de cura”, destaca o especialista da Clínica Veridium, que é membro da Sociedade Brasileira de Urologia e da American Urological Association.
Para prevenir o câncer de bexiga, a principal recomendação é a cessação do tabagismo, um passo fundamental para diminuir os riscos. Além disso, pessoas que trabalham em ambientes com exposição a substâncias químicas devem utilizar equipamentos de proteção adequados. Manter-se hidratado e realizar exames ao notar qualquer sinal incomum são práticas eficazes para a detecção precoce da doença.
Receba atualizações sobre Saúde e Ciência diretamente no seu WhatsApp e fique informado! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp. Para mais informações sobre ciência e nutrição, confira todas as nossas reportagens na seção de Saúde.