Na manhã de sexta-feira (19/12), uma operação conduzida pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) resultou na prisão de cinco policiais militares e um civil, suspeitos de terem forjado um confronto para encobrir um assassinato em Cachoeiro de Itapemirim, localizado na região sul do estado.
Denominada Operação Stanged, a ação cumpriu seis mandados de prisão temporária, além de ordens de busca e apreensão, emitidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Cachoeiro de Itapemirim. Um total de 68 policiais militares participaram da operação. Os nomes dos detidos não foram divulgados, assim como a data do suposto confronto em questão.
De acordo com o MPES, as investigações estão investigando a possível colaboração dos policiais e do civil em um crime de fraude processual, relacionado a um homicídio que foi erroneamente apresentado como resultado de um “confronto policial”. As autoridades levantam suspeitas de que o confronto tenha sido encenado com o intuito de alterar a verdadeira sequência dos eventos. As investigações continuam sob sigilo.
A operação recebeu apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, da Corregedoria da Polícia Militar e do Batalhão de Missões Especiais (BME) da PM do Espírito Santo.
Em uma declaração, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiros do Espírito Santo (Aspra-ES) informou que os policiais foram levados a Vitória para a realização de exames de corpo de delito, após os quais serão encaminhados ao presídio militar. A entidade ressaltou que está acompanhando o caso desde seu início e oferecendo suporte jurídico e social aos policiais associados e suas famílias.
A PMES afirmou que as investigações continuam em sigilo para proteger o andamento do processo.